O tetracampeão mundial da Red Bull, que tem sido um crítico assumido das novas regras e da era dos motores na Fórmula 1, recusou-se a suavizar a situação.
"Ontem (sábado) foi um desastre, hoje limitei-me a tirar o máximo partido da corrida, mas a sensação no carro é exatamente igual à da qualificação", afirmou o piloto neerlandês à Sky Sports: "Basicamente, tentei apenas aguentar-me durante a corrida."
Domingo foi a última corrida até maio, já que as rondas do Barém e da Arábia Saudita, previstas para abril, foram canceladas devido ao conflito no Golfo.
Verstappen, que vai competir nas 24 Horas de Nürburgring em maio, revelou que pretende participar em mais corridas e dedicar-se a "coisas que fazem sorrir" durante o tempo livre, mas também conversar com a Red Bull sobre o que pode ser feito para melhorar o carro.
"Tentar encontrar mais velocidade e um equilíbrio mais estável", acrescentou: "Porque isto não é sustentável para nós... temos de trabalhar arduamente para perceber os nossos problemas e, naturalmente, trazer melhorias."
Verstappen tinha vencido as últimas quatro corridas a partir da pole position no Japão, mas seria preciso um grande volte-face para que essa marca continuasse em 2026, sendo que o sexto lugar na abertura da temporada australiana em Melbourne continua a ser o seu melhor registo da época.
O piloto de 28 anos também foi notícia devido a um desentendimento com um jornalista britânico, um episódio que levantou questões sobre o estado de espírito geral após ter perdido o título na época passada para o piloto da McLaren, Lando Norris.
Num registo mais positivo, domingo foi a primeira vez nas três primeiras corridas da época em que ambos os carros terminaram. O colega francês de Verstappen, Isack Hadjar, ficou em 12.º.
"Hoje ficámos a saber muito mais sobre as limitações atuais dos nossos carros", afirmou o chefe de equipa Laurent Mekies: "Foi importante para nós envolvermo-nos nessas lutas e para o Max e o Isack completarem a distância da corrida, para podermos continuar a recolher mais dados. Naturalmente, temos muito trabalho pela frente e agora dispomos de algumas semanas para tentar encontrar soluções para essas limitações. Não existe apenas uma área que possamos identificar como a causa das nossas dificuldades e temos de trabalhar em todos os aspetos. Agora custa, mas tenho total confiança na equipa."
