O piloto da Toyota sucede na lista de campeões britânicos ao escocês Colin McRae, vencedor em 1995, e ao inglês Richard Burns, que conquistou o campeonato em 2001, encerrando uma espera de 25 anos.
A conquista põe fim a uma sucessão de aproximações ao título: Evans terminou em segundo lugar em 2020, 2021, 2023, 2024 e 2025, sempre ao serviço da Toyota, equipa que representa desde 2020.
Nascido em 28 de dezembro de 1988, em Dolgellau, no País de Gales, Evans cresceu numa família ligada ao automóvel. O pai, Gwyndaf, foi campeão britânico de ralis, e o próprio Elfyn trabalhou na oficina da família antes de se afirmar como piloto profissional.
Foi o avô quem o ensinou a conduzir, aos oito anos. Mais tarde, já com uma carreira internacional, manteve a preferência pela vida no País de Gales, onde regressa entre provas.
A estreia nos ralis aconteceu em 2006, num Nissan Micra, seguindo-se a primeira participação numa prova do Mundial, no País de Gales, em 2007. Conquistou o campeonato britânico júnior em 2010 e a WRC Academy em 2012, com quatro vitórias em seis provas.
Em 2013, juntou-se à M-Sport Ford e terminou em sexto lugar na Sardenha, na sua primeira participação aos comandos de um carro da categoria principal. Três anos depois, sagrou-se campeão britânico e vice-campeão do WRC2.
A primeira vitória absoluta no Mundial chegou em 2017, no rali de casa, com Daniel Barritt como navegador e ao volante de um Ford Fiesta. Evans tornou-se o primeiro galês a vencer a prova e o primeiro britânico a fazê-lo desde Richard Burns, em 2000.
Meses antes, na Argentina, estivera perto de inaugurar o palmarés, mas perdeu para o belga Thierry Neuville por apenas sete décimos de segundo, depois de tocar numa ponte na última classificativa.
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A mudança para a Toyota colocou-o de imediato na discussão pelo título. Em 2020, venceu na Suécia e na Turquia, tornando-se o primeiro britânico a ganhar a prova sueca.
Nessa temporada, porém, uma saída de estrada nas classificativas cobertas de neve do Rali de Monza, última prova do campeonato, comprometeu a conquista e abriu caminho ao triunfo do companheiro francês Sébastien Ogier.
Em 2021, ganhou os ralis de Portugal e da Finlândia, mas voltou a terminar em segundo. O mesmo lugar repetiu-se em 2023, 2024 e 2025, na última ocasião a apenas quatro pontos de Ogier, depois de ter liderado grande parte da temporada.
Este domingo, chegou à derradeira especial com a liderança presa por apenas um ponto e a precisar de bater Oliver Solberg sob pena de morrer na praia pela sexta vez. Mas a experiência foi um posto e permitiu evitar erros, ao contrário do mais jovem Solberg, que ficou, literalmente, preso na praia nos últimos metros do campeonato, entregando, de bandeja, o título a Elfyn Evans.
