WRC: Sébastien Ogier conquista nono título mundial de ralis

Sebastien Ogier e Vincent Landais, de França, em ação na Arábia Saudita
Sebastien Ogier e Vincent Landais, de França, em ação na Arábia SauditaMASSIMO BETTIOL / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

O piloto francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris) tornou-se este sábado campeão mundial de ralis (WRC) pela nona vez na sua carreira, igualando a marca conseguida pelo compatriota Sébastien Loeb, ao ser terceiro classificado no Rali da Arábia Saudita.

A vitória sorriu ao belga Thierry Neuville (Hyundai i20), primeira da temporada para o campeão de 2024, que aproveitou uma penalização de um minuto sofrida por Adrien Fourmaux (Hyundai i20) na sexta-feira para vencer, com 54,7 segundos de vantagem para o infeliz gaulês, com Ogier a fechar os lugares do pódio, a 1.03,3 minutos.

"Que luta com o Elfyn (Evans) e o Scott (Martin), honestamente. Só existe um grande campeão quando se tem um grande adversário, e eles foram extremamente fortes, levando-nos ao limite até à última especial do ano. Parabéns a eles, de qualquer forma, e a toda a equipa Toyota Gazoo Racing. Tem sido uma época de enorme sucesso. Orgulhoso e muito feliz por fazer parte desta família", sublinhou Ogier, de 41 anos.

O piloto francês partiu para esta última jornada com três pontos de atraso sobre Elfyn Evans (Toyota Yaris), mas o piso duro e com muitas pedras soltas que os pilotos encontraram na Arábia Saudita, em estreia no Mundial de Ralis (WRC), transformou a disputa numa autêntica lotaria, com os furos a sucederem-se.

Foi o que continuou a acontecer no sábado, último dia de prova. O letão Martin Sesks (Ford Puma) sofreu dois na penúltima classificativa, e acabou mesmo por desistir.

O japonês Takamoto Katsuta (Toyota Yaris) cometeu um erro, capotou e terminou com o seu carro bastante danificado e com o navegador a segurar o para-brisas com o pé.

O finlandês Kalle Rovanperä (Toyota Yaris), que no sábado tinha terminado na frente de Ogier por apenas duas décimas de segundo, hoje voltou a furar e perdeu o quinto lugar.

Com tantos problemas, Ogier escalou de sexto ao terceiro posto, deixando Evans sem grandes opções de conquistar o primeiro título da carreira.

O ultimo troço, que valia cinco pontos, era apenas uma formalidade. Evans, num assomo de honra, atacou e venceu, batendo Ogier por 7,2 segundos.

Uma vitória insuficiente para contrariar a vantagem pontual do francês, que fechou o campeonato com 293 pontos, mais quatro do que o piloto britânico.

Kalle Rovanperä despede-se do campeonato com o sétimo lugar e segue para o campeonato japonês de monolugares, com o objetivo de tentar uma vaga na Fórmula 1.

Ogier consegue, finalmente, aos 41 anos, igualar Loeb e logo numa temporada em que esteve a tempo parcial, tal como acontece desde 2021.

O francês não participou em três provas (Suécia, Quénia e Europa Central), mas venceu seis dos 11 ralis em que participou (incluindo o de Portugal, para além de Monte Carlo, Itália, Chile, Paraguai e Japão).

Foi o piloto que mais classificativas venceu ao longo da temporada.

Já Elfyn Evans, terminou na segunda posição do campeonato pela quinta vez na carreira.

Sem Rovanperä, o volante do Yaris passará para o sueco Oliver Solberg, filho do antigo campeão Petter Solberg (2001). Oliver Solberg terminou a época como campeão do WRC2.

O navegador francês Vicent Landais, que acompanha Ogier desde 2022, tornou-se campeão pela primeira vez.

A Toyota conquistou o Mundial de Construtores.