Os pontos conquistados por Oliveira na segunda corrida de Jerez de la Frontera permitiram assegurar aquela posição, no encerramento de uma época em que a marca ficou aquém do objetivo de vencer corridas.
“Saímos de Jerez com uma nota positiva, porque experimentámos hoje algo que foi muito positivo para a segunda corrida”, afirmou o piloto português, citado pela equipa bávara.
Oliveira explicou que as dificuldades começaram na qualificação, impedindo-o de alcançar uma posição mais favorável na grelha. No sábado, abandonou a primeira corrida devido a um problema técnico, antes de terminar a corrida Superpole de domingo em 11.º.
“Não terminar ontem também foi frustrante. Mas hoje melhorámos e estou satisfeito com isso”, acrescentou.
O português, que concluiu a temporada de estreia no 11.º lugar do campeonato, com 142 pontos e quatro pódios, mostrou-se entusiasmado com o início da preparação para 2027.
“Mal posso esperar por voltar à moto e começar novamente a trabalhar com a equipa para a próxima temporada”, declarou.
Oliveira continuará na estrutura oficial da BMW, tendo como novo companheiro o sul-africano Brad Binder, que substituirá Petrucci. O italiano disputou em Jerez as últimas corridas pela equipa, terminando em 17.º no sábado, 19.º na corrida Superpole e 20.º na segunda corrida principal.
No sábado à noite, Petrucci foi homenageado pela equipa e pelos adeptos no palco do WorldSBK Paddock Show, numa despedida marcada pela emoção.
“Foi um sonho competir pelo maior construtor da Europa. O resultado não foi tão bom como todos esperávamos, mas todos deram o seu melhor”, afirmou o italiano.
Oliveira também agradeceu o contributo do companheiro de equipa, descrevendo-o como “um grande colega e uma grande pessoa”.
O responsável da BMW Motorrad Motorsport, Sven Blusch, considerou que a temporada foi uma “montanha-russa emocional”, com pódios, mas também lesões graves de Oliveira e Petrucci, que condicionaram os resultados.
“É uma pena não termos tido tanto sucesso juntos em Superbikes como esperávamos”, reconheceu, elogiando o empenho do italiano até ao final.
Por sua vez, o diretor técnico Christian Gonschor admitiu que a equipa não concretizou o objetivo de vencer corridas, embora tenha defendido que o rendimento foi frequentemente superior ao demonstrado pelos resultados.
“Em muitas corridas fomos mais rápidos do que em 2025”, salientou, ressalvando que a velocidade, por si só, não chega.
