O vencedor da Bola de Ouro de 2005, Ronaldinho, esteve detido durante quase um mês e, posteriormente, em prisão domiciliária durante cerca de cinco meses em Assunção, depois de ter entrado no Paraguai com um passaporte falso, acompanhado pelo irmão, Roberto de Assis Moreira, em março de 2020.
Procurada desde então, Dalia López, de 55 anos, é suspeita de ter fornecido os documentos e organizado a viagem destinada à promoção de um livro.
À chegada ao país, o antigo jogador foi detido por apresentar um passaporte paraguaio e um cartão de identidade falsificados.
O passaporte brasileiro tinha-lhe sido retirado em 2018 pelas autoridades judiciais do seu país, após ter sido condenado ao pagamento de uma multa de cerca de 2,3 milhões de euros por ter construído ilegalmente um cais numa zona protegida.
Dalia López afirmou esta quinta-feira à comunicação social que se entregou por considerar que a sua integridade física estava em risco. Durante uma busca à residência de luxo que ocupava em Assunção, a polícia apreendeu mais de 185 mil euros. A empresária terá agora de responder por produção de documentos falsos e associação criminosa.
Cerca de vinte pessoas foram detidas na altura no âmbito deste caso, na sua maioria funcionários dos serviços de imigração paraguaios e elementos das forças policiais.
Para evitar um julgamento público, Ronaldinho pagou cerca de 83 mil euros e o irmão 101 mil euros, o que lhes permitiu abandonar o Paraguai cerca de seis meses após a detenção.
Antes disso, ambos tinham conseguido sair da cela para cumprir prisão domiciliária num hotel de luxo na capital paraguaia, mediante o pagamento de uma caução de aproximadamente 1,5 milhões de euros.
