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Derlei recorda final da Taça UEFA em Sevilha: "Marcar numa final não está ao alcance de muitos, bisar ainda menos"

Derlei bisou na final da Taça UEFA diante do Celtic
Derlei bisou na final da Taça UEFA diante do CelticGetty Images via AFP

Autor de um bis decisivo na final da Taça UEFA em Sevilha, Derlei recorda em entrevista aos canais do FC Porto “um jogo memorável” frente ao Celtic que culminou com a conquista do “único troféu internacional que faltava ao Museu do clube” e elogia “o apoio vibrante dos adeptos do FC Porto que sempre se ouviu mais alto do que o dos adversários” antes do regresso ao Estadio de La Cartuja para defrontar o Real Betis na segunda jornada da Liga dos Campeões, esta quarta-feira, às 20:00.

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Para Derlei, “ficou bem claro no clássico que a alma e a mística que haviam sido resgatadas na temporada passada estão presentes no atual plantel”, um coletivo com capacidade para “dar uma boa resposta aos desafios que se avizinham”.

“A equipa tem sido realmente fantástica e competente em todos os aspetos. Cabe aos jogadores darem continuidade ao percurso que têm vindo a trilhar”, afirmou.

Recordações da final de 2003: "Foi um jogo memorável, até porque a Taça UEFA era o único troféu internacional que faltava ao Museu do FC Porto. Foi um dia de muita luta e um jogo muito complicado, mas fica para a eternidade também como uma data de glória na história do clube e do futebol europeu."

Marcar numa final europeia é difícil, bisar ainda mais. O que pensou durante o jogo? "Marcar numa final europeia é um privilégio que não está ao alcance de muitos jogadores, bisar ainda menos, e eu tive essa oportunidade, felizmente. A minha missão e estratégia pessoais eram cumprir a minha função de acordo com a tática que o treinador tinha definido, em primeiro lugar. Paralelamente, sabia que podia fazer a diferença a qualquer momento, porque a confiança que os meus colegas de equipa depositavam em mim era gigantesca. Só tinha em mente a obrigação de fazer ainda mais do que o normal, porque não sabia quando voltaria a pisar um palco como aquele novamente. Tinha de deixar a minha marca e consegui."

Como foi viver esse dia enquanto jogador? "Jogar uma final já torna o dia atípico, ser uma final europeia é o máximo que podemos atingir numa temporada, por isso só pensei em desfrutar do dia e do jogo com muita responsabilidade. A sorte sorri sempre a quem a trata como uma aliada."

Era importante sentir que os adeptos estavam convosco? "Futebol sem adeptos é como jogar videojogos sem estar online, só tu e Deus conseguem ver a tua vitória. Os adeptos são a alma do futebol. No FC Porto, fosse fora ou em casa, sempre se ouviu o apoio vibrante dos adeptos, mais alto do que o dos adversários. Isto ajuda a exponenciar o espírito competitivo dos atletas, permite-nos fazer um esforço extra e correr mais uns quilómetros."

Quão difícil é a Liga dos Campeões? "A Liga dos Campeões é a maior e a melhor competição de clubes da história do futebol. Todos os grandes jogadores disputam esta competição e vencer jogos é cada vez mais difícil, porque existem clubes que realmente são seleções mundiais nos dias atuais. Isso só pode servir de motivação para os jogadores do FC Porto transcenderem-se, serem resilientes e ultrapassarem os momentos mais difíceis nestes jogos europeus."

O que recorda do jogo na Corunha e o que torna as equipas espanholas tão difíceis de defrontar? "As equipas espanholas são compostas por atletas com grande qualidade técnica e tática, o que dificulta bastante o trabalho aos adversários. Sobre essa meia-final, lembro-me que ninguém acreditava que ia voltar a jogar a titular, porque tinha sido submetido a uma ligamentoplastia apenas quatro meses antes. Isso trouxe uma grande mudança tática em relação ao primeiro jogo, no qual ainda não tinha podido contribuir. Como estava incumbido de marcar as grandes penalidades, assumi a responsabilidade nesse jogo e felizmente marquei."

Como viu o arranque do FC Porto na prova? "Colocando de parte o resultado, foi um início fantástico do FC Porto na Liga dos Campeões. Além disso, no clássico ficou bem claro que a alma e a mística que haviam sido resgatadas na temporada passada estão bem presentes no atual plantel, que tenho a certeza de que vai dar uma boa resposta aos desafios que se avizinham."

Qual é a receita para manter um registo perfeito no campeonato? "A equipa tem sido realmente fantástica e competente em todos os aspetos. Cabe aos jogadores darem continuidade ao percurso que têm vindo a trilhar até agora, que é irrepreensível."

Que opinião tem do William Gomes e do Pepê? "O Pepê é um jogador muito resiliente e à imagem do FC Porto, muito polivalente e sempre disponível para se sacrificar pela equipa. O William Gomes tem um potencial de crescimento enorme e já o tem vindo a demonstrar jogo após jogo. Tem estado sempre ao mais alto nível e mostrado que ainda nos pode brindar com mais talento. Ambos fazem a diferença no ataque do FC Porto e encaixam muito bem neste sistema de jogo do Francesco Farioli."

Se tivesse de encontrar um Derlei nesta equipa, quem poderia ser? "Já não existe um Ninja. Existem jogadores como o Pepê ou o William Gomes, que já referi, cada um com as suas características e que estão a escrever a própria história no FC Porto."

Que mensagem gostaria de deixar aos jogadores? "Quero que os jogadores do FC Porto desfrutem do jogo como se fosse o último das suas carreiras, com a mesma responsabilidade de sempre, porque a carreira de um jogador de futebol passa muito rápido."

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