“Nota-se logo nas bolsas. Desde que estou no programa (olímpico), acho que já subiram duas vezes. É um esforço para o qual o COP tem trabalhado para que isso aconteça. Nós sentimos muito o esforço e mesmo o Estado tem dado boas verbas para o desporto a cada ano. Os outros países estão muito à nossa frente no que toca a verbas do Estado, mas também são países com mais habitantes. Sabemos que é difícil darem-nos mais, mas sentimos muito esta ajuda”, apontou o nadador.
Em declarações aos jornalistas à margem da assinatura de uma parceria entre o COP e uma empresa multienergética, Diogo Ribeiro explicou estar a levar a sua preparação para Los Angeles-2028 “de forma progressiva”, com variadas etapas.
“O ano a seguir a Paris-2024 foi com calma, sem querer apressar muito. Este ano é mais controlado também e no terceiro é quando vamos começar a trabalhar mais e melhor, mas também vai ser um ano com o Mundial. Eu quero ver se, desta vez, consigo acertar a forma, porque em Paris não consegui. Este ano é o Europeu e é focar no melhor resultado possível, melhorando os meus tempos sempre que nado. Se conseguir isso, é um passo maior para coisas muito melhores”, apontou.
Aos 21 anos, Diogo Ribeiro contabiliza já duas medalhas de ouro e uma de prata em Mundiais de natação, além de uma medalha de bronze em Europeus, apesar de, na estreia em Jogos Olímpicos, ter ficado aquém dos objetivos que delineou.
“Nós sabemos que é cada vez mais difícil melhorar. O momento de forma chega melhor numas competições do que noutras. Antes, nunca me tinha acontecido falhar um pico de forma e, infelizmente, falhei nos Jogos Olímpicos pela primeira vez. No último Mundial não aconteceu e consegui acertar de novo. É o que conto fazer neste Europeu, melhorar os tempos e, talvez, chegar a algo mais”, salientou.
