Ir para o conteúdo principal

Do futebol ao ringue: quando Katie Taylor era internacional e campeã mundial de boxe

Katie Taylor com a camisola da Irlanda
Katie Taylor com a camisola da IrlandaFacebook

Lenda absoluta do boxe, Katie Taylor também representou a Irlanda no futebol. Médio ofensiva, "KT" foi promovida nas categorias jovens e vestiu por 11 vezes a camisola da equipa principal, marcando dois golos.

Katie Taylor é um dos grandes nomes do boxe. No sábado, aos 40 anos, vai terminar a sua carreira frente a Flora Pili. Mas "The Bray Bomber" não brilhou apenas com as luvas. Dividiu o seu tempo entre o ginásio e os relvados de futebol, sempre ao mais alto nível.

E também aí, a natural de Dublin destacava-se. Tinha apenas 14 anos quando foi chamada pela primeira vez às... sub-17 da Irlanda. Promovida, só esperou um ano até "subir de escalão" para as sub-19. "Era uma criança desportista, explicava ela num vídeo do canal de YouTube dos Jogos Olímpicos. Boxe, futebol, atletismo, futebol gaélico, camogie, praticamente tudo. Todos os dias um desporto diferente, adorava isso".

Não se enganou na escolha definitiva, mas para ela, "o futebol foi o meu primeiro amor. Comecei antes mesmo de pôr um pé num ringue". Enquanto isso, o seu pai, antigo pugilista, treinava-a entre as cordas. Talvez, se os seus pais tivessem encontrado uma babysitter, Taylor não teria sido tão assídua no ginásio e teria seguido outro caminho. Seja como for, aos 15 anos, estava nas sub-17 no futebol e disputou o primeiro combate feminino na Irlanda. A mais nova de cinco irmãos, não tinha medo no campo: foi eleita "jogador do ano" do distrito de Wicklow. Sim, "jogador" e não "jogadora", simplesmente porque superou todos os rapazes!

No total, Taylor vestiu 40 vezes a camisola nacional. Entre dois torneios de boxe, voltava a pegar na bola com a mesma determinação, até porque isso ajudava-a a trabalhar os apoios e a explosividade. O segredo do seu incrível jogo de pés provavelmente vem daí, desse espírito coletivo que lhe permitia reencontrar as amigas e praticar desporto ao ar livre.

Média ofensiva, Taylor tinha faro de golo: nas qualificações do Euro sub-19 de 2004 frente à Macedónia, marcou... quatro golos. A 22 de abril de 2006, estreou-se pela equipa principal, frente à Suíça (2-0), nas qualificações para o Mundial 2007. Marcou contra a Hungria e a Itália (antes de ser expulsa), e disputou o seu 11.º e último jogo a 24 de setembro de 2009 frente ao Cazaquistão, num jogo de qualificação para o Mundial 2011. Nessa altura, a sua carreira no boxe já tinha começado há 8 anos e era já tricampeã da Europa (2005-2006-2007) e bicampeã mundial (2006-2008) amadora!

E adivinhem quem era o seu jogador preferido? Roy Keane! O que poderia ser mais lógico para a mais futebolista das pugilistas e o mais pugilista dos futebolistas?