Elfyn Evans pode sagrar-se campeão mundial de ralis no Japão

Elfyn Evans em ação com o seu Toyota
Elfyn Evans em ação com o seu ToyotaLuca Barsali/NurPhoto / Shutterstock Editorial / Profimedia

O piloto britânico Elfyn Evans (Toyota Yaris) pode sagrar-se campeão mundial de ralis pela primeira vez no domingo, no Japão, se terminar a 13.ª e penúltima ronda da temporada com mais 36 pontos do que os dois concorrentes.

Evans, que chega ao rali japonês com 13 pontos de vantagem sobre o francês Sébastien Ogier (Toyota Yaris), octocampeão do mundo, e o finlandês Kalle Rovanperä (Toyota Yaris), campeão em 2022 e 2023, precisa de conquistar pelo menos 23 à dupla de companheiros de equipa da marca nipónica para terminar o rali com pelo menos 36 pontos de vantagem, a margem necessária para festejar, imediatamente, o título.

O galês, de 36 anos, recuperou a liderança do Mundial na ronda anterior, no Rali do Centro Europeu, mas soma apenas dois triunfos esta temporada (de um total de 11 na carreira), no Quénia e na Suécia

Contudo, foi Evans quem venceu as duas anteriores edições do Rali do Japão, em 2023 e 2024. Em ambas as ocasiões, o galês foi secundado por Ogier, que persegue, ainda, um nono título mundial que lhe permitiria igualar o recordista Sébastien Loeb.

Evans precisa assim de terminar o Rali do Japão com pelo menos mais 36 pontos do que os adversários, que pode conquistar através da vitória (25 pontos), desde que Ogier e Rovanperä não pontuem.

Se Evans somar a pontuação máxima – com vitória no rali, na power stage e no superdomingo –, consegue 35 pontos, é campeão se os dois companheiros de equipa terminarem abaixo do quinto posto e não somarem pontos extra.

“É um rali difícil, com especiais exigentes e técnicas. Nos últimos anos, enfrentámos condições adversas. Mesmo com o piso seco, há pouca margem para erros”, frisou Evans.

O piloto da Toyota espera “terminar o mais acima possível (na classificação) e garantir um bom resultado para a equipa no seu evento caseiro” e também para si próprio, “em termos de campeonato”, frisou.

Ogier admite que este é “um evento especial”, ainda mais este ano “devido à proximidade em termos de campeonato quando faltam apenas duas rondas para o final”.

“O último rali não nos correu particularmente bem (teve uma saída de estrada) mas sabemos que temos a velocidade e ainda nos sobra margem para lutar pelo título”, disse o francês.

Já Rovanperä reconhece que não se deu bem nas últimas visitas ao Japão mas que, este ano, tem “boas sensações com este carro e com os pneus de asfalto”.

Evans lidera o campeonato, com 247 pontos e duas vitórias, contra os 234 de Ogier e Rovanperä. O finlandês venceu nas Canárias, na Finlândia e no Centro Europeu, enquanto Ogier ganhou em Monte Carlo, Portugal, Itália, Paraguai e Chile. O francês começou a temporada apenas em modo de tempo parcial, mas a partir da prova lusa decidiu atacar o nono título da carreira.

Este ano já falhou os ralis da Suécia, do Quénia e da Estónia, tendo desistido no Centro Europeu.