“Estava para ser realizada em 28 de fevereiro e 01 de março no mesmo local, mas, infelizmente, devido às condições do Rio Douro face ao mau tempo que afetou o nosso país, teve de ser reprogramada. Melres é um local histórico, de forte implementação da canoagem”, disse à Lusa o presidente da federação, Ricardo Machado, explicando a opção por manter o lugar da competição.
A praia fluvial de Melres vai receber a maior parte dos principais canoístas portugueses, sendo de esperar igualmente a presença dos campeões da Europa e do Mundo em K4 500 metros, em 2025, João Ribeiro, Messias Baptista, Gustavo Gonçalves e Pedro Casinha, tal com Teresa Portela, a grande referência feminina da modalidade.
Apesar do mau tempo que assolou o país ter “afetado, com diversos tipos de prejuízo e condicionalismos, vários clubes”, a competição vai contar com a participação de 35 clubes, 485 tripulações e 788 canoístas que, em embarcações K2, K4, C2 e C4, se vão desdobrar em percursos de 2.000, 3.000 e 5.000 metros.
“Grande parte dos nossos clubes foi afetada pelas intempéries. Enviámos já para a Secretaria de Estado do Desporto um relatório de estragos e prejuízos, materiais e infraestruturas, bem como ao nível do congestionamento da sua atividade”, revelou, contando que muitos atletas tiveram de treinar em locais diferentes dos habituais, nem sempre perto da sua residência.
No sábado vão estar em competição os iniciados, infantis e cadetes, enquanto os masters, juniores e seniores definem os títulos no domingo.
“Tem sido um ano difícil, mas os clubes estão a tentar voltar à normalidade e, portanto, estamos certos que irá ser uma grande competição. Tradicionalmente, em Melres há muito público a assistir, pelo que será uma grande promoção da modalidade, mais um sinal da tua vitalidade”, completou.
