A Associação Coreana de Jogadores e Jogadoras Profissionais tornou pública uma declaração conjunta com as jogadoras da seleção nacional, enviada à KFA em setembro de 2025. Nesta petição, queixam-se das "más condições" em que se encontram na seleção nacional: lamentam as longas viagens extenuantes de autocarro e de avião em classe económica, bem como o facto de serem obrigadas a ficar em alojamentos "inadequados", longe dos campos de treino.
Além disso, as jogadoras têm de pagar do seu próprio bolso algumas despesas, nomeadamente os transfers desde o aeroporto ou os equipamentos de treino.
Segundo as próprias, existem "diferenças evidentes e inegáveis" em relação às condições de que beneficia a seleção masculina.
A declaração, datada de 26 de setembro, indicava que as jogadoras iriam boicotar os jogos e "suspender a sua participação em todos os treinos relacionados com a próxima Taça Asiática feminina" caso a KFA não respondesse até 17 de outubro.
Um responsável da KFA afirmou esta terça-feira à AFP que a federação "analisou internamente as melhorias fase a fase e tem debatido a questão internamente desde a receção da declaração".
A Taça Asiática feminina, que vai reunir 12 equipas, realiza-se na Austrália de 1 a 21 de março. O sorteio colocou a Coreia do Sul na fase de grupos com a Austrália, o Irão e as Filipinas.
A declaração das jogadoras referia ainda que "durante muitos anos, as jogadoras da seleção feminina suportaram em silêncio condições precárias e irrazoáveis, movidas apenas pelo orgulho de representar o seu país".
