Nigel Dewale, residente na Prospect Street, em Great Harwood, noroeste de Inglaterra, assumiu a culpa por um crime de comunicações maliciosas e posse de arma em local privado, no Tribunal de Magistrados de Blackburn, esta sexta-feira.
A sua confissão surgiu após a Unidade de Policiamento do Futebol do Reino Unido ter iniciado uma investigação, em julho passado, sobre os abusos dirigidos a Carter. Dewale deverá conhecer a sentença a 25 de março.
"Todos são responsáveis pelo que fazem e dizem, e publicar uma mensagem nas redes sociais não é diferente. Neste caso, Dewale enviou mensagens odiosas e maliciosas, pensando que conseguiria esconder-se atrás do nome da sua conta. Os seus comentários foram totalmente abomináveis; causaram sofrimento emocional à Miss Carter e à sua família, e saúdo a confissão de culpa apresentada hoje", afirmou Mark Roberts, responsável pelo policiamento do futebol no Conselho Nacional de Chefes de Polícia.
Ao escrever nas suas redes sociais, quando o caso veio a público, Carter – que viria a ajudar Inglaterra a conquistar o segundo título europeu consecutivo – afirmou: "Desde o início do torneio, fui alvo de muito abuso racial".
"Embora acredite que todos os adeptos têm direito à sua opinião sobre o desempenho e o resultado, não concordo nem acho aceitável atacar a aparência ou a raça de alguém", acrescentou.
A avançada inglesa Lauren James também foi alvo de insultos racistas online após uma derrota da sua equipa, o Chelsea, em 2023.
Os jogadores da seleção masculina de Inglaterra Marcus Rashford, Bukayo Saka e Jadon Sancho também foram alvo de ataques depois de falharem as suas grandes penalidades na derrota frente à Itália na final do Euro-2020, no Estádio de Wembley, em Londres.
