O britânico iniciou a época como favorito a conquistar o seu primeiro título mundial e demonstrou o porquê ao liderar uma dobradinha da Mercedes com o seu colega de equipa Kimi Antonelli na prova inaugural de domingo.
O Grande Prémio da Austrália marcou o início de uma nova era no desporto, com várias alterações ao regulamento, incluindo uma divisão de 50-50 entre energia convencional e elétrica.
Os rivais apontaram a Mercedes como a equipa a bater na preparação para a temporada, mas Russell mostrou-se cauteloso e evitou soar demasiado triunfante antes do Grande Prémio da China, este fim de semana.
"Sinto-me igual a qualquer outro dia, para ser sincero, aqui na China", disse o piloto de 28 anos em Xangai.
"Estou a preparar-me como habitualmente, a tratar dos meus assuntos como sempre. O que mais me agrada é o facto de o carro estar rápido e a responder como prevíamos. Ainda há margem para melhorar e é isso que me deixa mais satisfeito. O campeonato não significa nada nesta altura".
A Ferrari foi quem mais se aproximou da Mercedes em Melbourne, com Charles Leclerc a terminar em terceiro e o sete vezes campeão mundial Lewis Hamilton em quarto.
Russell acredita que a temporada vai ser "uma luta bastante equilibrada entre nós e a Ferrari", opinião que disse ser partilhada pelo compatriota Hamilton.
Ambos, antigos colegas de equipa na Mercedes, partilharam o voo para Xangai. Russell alertou que não é só a Ferrari que representa uma ameaça, mesmo que estejam a destacar-se como principais rivais, à frente da Red Bull e da McLaren.
"Na minha opinião, muitas equipas não optimizaram a qualificação. Acho que fizemos um trabalho excelente na qualificação", afirmou, depois de ter arrancado da pole position em Albert Park.
"Mas penso que domingo revelou o verdadeiro ritmo. E, se olharmos para a Ferrari... estavam basicamente a fazer os mesmos tempos por volta que nós".
