"O que mais gosto de fazer é surfar, explorar a nossa linha costeira, que é linda, e de estar na água a apanhar boas ondas com os meus amigos. Mas, como sou muito competitivo, gosto de me colocar à prova nas competições. Continuo com o mesmo desejo e com o mesmo fogo", lançou o surfista de 34 anos.
Kikas falava durante a conferência de imprensa de lançamento da prova do circuito secundário da WSL, que decorre entre os dias 06 e 12 de outubro na Praia de Ribeira D'Ilhas.
"Adoro a Ericeira e claro que é especial competir em casa, com a família e os amigos. Tenho uma filha de um mês e vai ser a primeira vez que ela vai estar presente. Vamos ver se temos sorte com as ondas", realçou o atleta, que competiu no Championship Tour (CT) em 2017, 2018, 2021, 2022 e 2024.
Frederico Morais, que esteve cerca de um ano parado devido a uma grave lesão no tornozelo esquerdo, antes de regressar em pleno à competição em 2026, tem tido um ano para esquecer a nível de resultados, ocupando um modesto 73.º posto no ranking das Challenger Series (CS), mas não desanima nem perde o objetivo de regressar à elite mundial.
"Vou continuar a trabalhar e a acreditar. E também é preciso ter sorte, que este ano tenho tido a nível familiar, mas não a nível profissional", sublinhou, referindo que a qualquer momento vai haver um clique que lhe vai permitir voltar a conseguir bons resultados.
Além de Kikas, Portugal vai estar representado na Ericeira por Guilherme Ribeiro (32.º) e Jaime Veselko (convidado pela organização), e, no quadro feminino, por Teresa Bonvalot, Francisca Veselko e Maria Salgado (campeã nacional de 2026).
Teresinha e Kika são as segunda e terceira classificadas no ranking das CS e continuam em prova no São Sebastião Pro, terceira etapa das CS que ainda decorre na Praia de Maresias, no litoral norte de São Paulo, no Brasil, ao contrário de Maria Salgado, que já foi eliminada (tal como Frederico Morais e Guilherme Ribeiro).
Também presente na Ericeira esteve a espanhola Ariane Ochoa, que segue no nono posto das CS e que já está em Portugal após a eliminação da prova brasileira.
"As ondas da Ericeira encantam-me. Voltei agora do Brasil e vim direta para cá. Mas sinto-me em casa em Portugal", salientou a basca de 28 anos, que alcançou um terceiro lugar em Ribeira D'Ilhas em 2021.
Por seu turno, Francisco Spínola, diretor-geral da WSL para a Europa, África e Médio Oriente, vincou que, depois da prova de 6.000 pontos do circuito Qualifying Series (QS), equivalente à terceira divisão, em Matosinhos, no início de setembro, as provas na Ericeira (CS) e em Peniche (CT), ambas em outubro, colocam Portugal no epicentro do surf mundial.
"São cerca de dois meses a mostrar ao mundo a qualidade das ondas portuguesas, com surfistas de todo o mundo a escolherem Portugal como hub (plataforma) para a prova no Brasil, que fica no meio das etapas portuguesas. Acabam por instalar-se cá durante todo este tempo e há um grande impacto, até a nível económico", assinalou o responsável.
