"Tem sido tudo muito rápido e, às vezes, é difícil manter a cabeça no lugar com tanta rapidez", assumiu Victor Froholdt, em declarações à TV2 Sport, recordando os sacrifícios feitos para se afirmar no futebol europeu.
"Tenho gostado muito da jornada que percorri. Do trabalho que dediquei a ela nos últimos dois anos. De tudo o que me foi dado. Foi um privilégio enorme vestir a camisola da seleção nacional. Mas também precisei de me encontrar. A última temporada foi a minha primeira no estrangeiro e houve alguns momentos difíceis", confessou o médio dinamarquês, que conta agora com a namorada e com o irmão, Hjalte Froholdt, na Invicta.
"Ter duas das pessoas mais importantes para mim por perto significa muito para mim. Que possamos estar juntos nesta jornada e que eu possa partilhar esta experiência com o meu irmão. Podemos aproximar-nos ainda mais e apoiar-nos mutuamente ao longo do caminho", afirmou.

A cumprir a segunda temporada no FC Porto, Victor Froholdt ainda não pensa em novas mudanças na carreira, apesar do assédio do mercado, e procura a afirmação na seleção da Dinamarca: "Preciso de mostrar mais personalidade, superar-me e contribuir mais para a equipa. Quero dar um passo em frente e fazer ainda mais."
O médio do FC Porto, de resto, assume a frustração pela Dinamarca ter falhado a presença no Mundial-2026, apontando agora a 2030.
"Um dos meus maiores sonhos sempre foi ir a um Campeonato do Mundo. Foi muito difícil aceitar que não nos apurámos. Isso ficou a martelar dentro de mim durante muito, muito tempo. Tive de digerir essa desilusão, mas também me deu ainda mais vontade de conquistar algo grandioso com a Dinamarca", concluiu.
