Hecking não revelou nomes, mas mostrou-se descontente com o processo: "Foi uma falta de respeito. A forma como tudo aconteceu irritou-me especialmente, para além da própria demissão."
"As primeiras seis a oito semanas são sempre complicadas, fica-se mesmo em baixo. Passa-se de 100 a 0 de repente", explicou Hecking, que teve de sair em meados de setembro, após apenas uma vitória nos primeiros cinco jogos da 2.ª Liga da Alemanha.
"Refleti bastante, mas até hoje não percebi verdadeiramente o que foi decisivo. Tivemos problemas com lesões, mas sabíamos que esta equipa tinha capacidade para jogar futebol com sucesso, se tudo estabilizasse", afirmou.
No fim de contas, qualquer treinador sabe "que o mais importante é conseguir resultados", disse Hecking.
"No entanto, pensei que apostariam mais na continuidade", acrescentou.
Atualmente, o Bochum, orientado por Uwe Rösler, ocupa o décimo lugar após 17 jornadas.
"Por razões políticas" não quer ir para a Arábia
Hecking admite, entretanto, voltar ao banco.
"Tenho demasiada vontade de fazer algo. Sinto que ainda posso e quero dar muito ao futebol. De vez em quando até surge uma proposta", contou.
Hecking não exclui um trabalho no estrangeiro, mas rejeita propostas da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos ou de países semelhantes "por razões políticas".
"O estrangeiro europeu seria uma possibilidade, desde que se falasse alemão ou inglês", assumiu.
