Recorde as incidências do encontro
A equipa dos Emirados foi derrotada por 1-0 em Jidá na terça-feira, mas uma fonte do clube revelou à AFP que o árbitro cometeu um erro técnico ao anular o golo do empate aos 90+3 minutos.
O Machida Zelvia adiantou-se no marcador por intermédio de Yuki Soma aos 12 minutos, e o Shabab Al-Ahli acreditou que o seu extremo brasileiro, Guilherme Bala, tinha restabelecido a igualdade mesmo ao cair do pano.
No entanto, o árbitro australiano Shaun Evans anulou o golo após consultar o (VAR, que considerou que a equipa dos Emirados tinha executado o lançamento lateral que originou o golo antes de a formação japonesa concluir uma substituição.
A fonte do Shabab Al Ahli, que pediu anonimato, afirmou à AFP: "Foi apresentada uma contestação oficial pelo clube antes de a equipa abandonar o estádio. O protesto inclui um pedido para repetir o jogo, pelo que foi decidido manter a equipa em Jidá até ser tomada uma decisão sobre o nosso pedido".
O recurso terá de ser analisado rapidamente, uma vez que o Machida Zelvia vai defrontar o campeão em título, Al Ahli da Arábia Saudita, na final de sábado.
A Federação de Futebol dos Emirados Árabes Unidos garantiu o seu apoio ao Shabab Al Ahli "em qualquer passo que tome para salvaguardar os seus direitos" e apelou à Confederação Asiática de Futebol (AFC) para "selecionar equipas de arbitragem adequadas para as competições que organiza".
Os jogadores do Shabab Al Ahli, indignados, contestaram o árbitro no final da partida, e o guarda-redes Hamad Al Maqbali viu o cartão vermelho.
Al Maqbali afirmou: "O árbitro quis eliminar-nos e conseguiu fazê-lo".
O treinador português do Shabab Al Ahli, Paulo Sousa, declarou: "O árbitro foi injusto com o Shabab Al Ahli e anulou um golo legítimo devido a um erro técnico grave. Foi ele quem autorizou o reatamento do jogo, então porque é que anulou o golo depois. O nível de todos melhorou nesta fase da competição, exceto o da arbitragem".
A AFP contactou a AFC para obter uma reação.
