A ex-companheira de Rice, Dacoda Jones, acusou o receiver de várias agressões ao longo de um período de 18 meses entre 2023 e 2025, incluindo quando estava grávida. Publicou ainda fotografias no Instagram — que depois apagou — onde surgia com o lábio ensanguentado, arranhões e hematomas, embora não tenha identificado o alegado agressor.
Numa ação civil apresentada em fevereiro, Jones exigiu mais de um milhão de dólares em indemnizações por "lesões graves e permanentes".
A NFL abriu uma investigação própria às acusações e esta sexta-feira comunicou que o atelta não foi considerado culpado de violar a política de conduta pessoal da Liga.
"Não existiam provas suficientes para concluir que violou a política de conduta pessoal", afirmou o porta-voz, Brian McCarthy, num comunicado enviado à AFP.
Rice não foi acusado criminalmente neste caso, e o processo civil mantém-se em curso.
Na sua queixa, Jones alegou que Rice "a agarrou, estrangulou, asfixiou, empurrou, atirou, arranhou, bateu e deu cabeçadas", além de a ter agredido com objetos.
"Além disso, teve outros comportamentos violentos e abusivos para com a senhora Jones, como lançar objetos, destruir bens, bater em paredes e partir móveis, bem como deixá-la fora de casa durante a noite. Muitos destes comportamentos ocorreram enquanto a senhora Jones estava grávida", acrescentou.
No momento da apresentação da queixa, o advogado de Rice, Sean Lindsey, afirmou que Jones já tinha declarado sob juramento que Rice não a tinha agredido. Esta sexta-feira, Lindsey enviou um comunicado à comunicação social norte-americana a agradecer à NFL pela investigação.
Jones tem dois filhos com Rice, um talentoso receiver que conquistou a Super Bowl em 2024 no final da época de estreia com os Chiefs.
Em 2025, Rice cumpriu uma suspensão de seis jogos depois de ter sido condenado por provocar um choquem em cadeira no ano anterior. Rice declarou-se culpado de crimes graves por ter causado uma colisão com feridos graves e por participar numa corrida ilegal em estrada que resultou em feridos.
