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Brasil sofre quase o dobro dos golos sem Alisson: os números que explicam a diferença

Otávio em ação contra a Austrália
Otávio em ação contra a AustráliaDARREN ENGLAND / EPA / Profimedia

Carlo Ancelotti promoveu uma reformulação na primeira convocatória da seleção brasileira após o Mundial. Uma das posições mais afetadas foi a de guarda-redes, com dois estreantes, Otávio e Pedro Morisco, e Hugo Souza, que não esteve presente na competição. Mas fará sentido abdicar de Alisson?

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Os números desde a estreia do titular dos últimos três Mundiais mostram que não. O Brasil sofreu apenas 38 golos em 83 jogos com Alisson na baliza, uma média de 0,46 por partida. Sem ele, a média praticamente duplica, subindo para 0,84.

Com os dois golos sofridos por Otávio na vitória frente à Austrália, esta terça-feira, a seleção brasileira passou a contabilizar 47 golos sofridos em 56 jogos com outros guarda-redes. Mesmo com menos 27 partidas, são mais nove golos sofridos.

Ancelotti já confirmou que Pedro Morisco será o titular da baliza brasileira no amigável frente à Índia, no próximo sábado. O jovem do Coritiba tornar-se-á o nono guarda-redes, além de Alisson, a representar a seleção brasileira desde outubro de 2015.

Os números de Otávio diante a Austrália
Os números de Otávio diante a AustráliaFlashscore

Ederson foi o substituto mais utilizado nesse período, com 32 jogos. Seguem-se Weverton (11), Bento (7), Hugo Souza (2), Cássio (1), Diego Alvess (1), Neto (1) e Otávio (1).

Entre os guarda-redes com mais de dois jogos, Weverton apresenta a melhor média de golos sofridos: 0,64 por partida. Bento regista praticamente o dobro, com 1,29, enquanto Ederson apresenta uma média de 0,75. Ainda assim, mesmo o registo de Weverton fica claramente acima do de Alisson, que se mantém nos 0,46 golos sofridos por jogo.

Mais derrotas e menos "clean sheets"

O número de jogos sem sofrer golos também reforça a superioridade de Alisson face à concorrência. O guarda-redes do Liverpool manteve a baliza inviolada em mais de metade dos encontros pela seleção brasileira: 49 em 83 (59%).

Os outros oito guarda-redes conseguiram o mesmo em 25 dos 56 jogos (45%). Entre os três principais substitutos, Weverton apresenta o melhor registo, com 55%, seguido de Ederson (44%) e Bento (43%).

Weverton e Bento, porém, contabilizam um clean sheet em jogos nos quais entraram apenas na reta final. Já Alisson cumpriu os 90 minutos em 48 das 49 partidas em que não sofreu golos, tendo disputado 45 minutos na outra.

Os jogos de Alisson na seleção
Os jogos de Alisson na seleçãoFlashscore

Além disso, o Brasil perde mais vezes quando joga sem Alisson. O guarda-redes sofreu apenas sete derrotas em 83 jogos pela seleção, o equivalente a 8%. Nos outros 56 encontros, o Brasil perdeu 10 vezes (18%).

Por outras palavras, a seleção brasileira perde, em média, uma vez a cada 12 jogos com Alisson. Sem ele, essa frequência cai para uma derrota a cada seis partidas. O aproveitamento global também é superior com o guarda-redes do Liverpool: 75% contra 70%.

Prestes a completar 34 anos, Alisson continua a ser titular indiscutível no Liverpool. Ancelotti abriu a porta à renovação na seleção, mas os números mostram que o Brasil ainda precisa de melhorar o rendimento quando joga sem o dono da baliza nos últimos três Mundiais.

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