Recorde as incidências da partida
O jogo entre duas nações já qualificadas para o Campeonato do Mundo de 2026, disputado a 31 de março no estádio Cornella do Espanhol, foi perturbado por cânticos islamofóbicos ("Quem não salta é muçulmano") entoados por alguns dos adeptos espanhóis. Este último incidente provocou uma onda de indignação em todo o país e a abertura de um inquérito pela polícia catalã.
O primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez condenou o incidente como "inaceitável", apontando o dedo a uma "minoria" de adeptos que "manchou" a imagem de Espanha, futura anfitriã do Campeonato do Mundo de 2030, juntamente com Portugal e Marrocos, um país com uma população predominantemente muçulmana. Lamine Yamal, prodígio do Barcelona e estrela da seleção espanhola, também ele muçulmano, denunciou "uma intolerável falta de respeito".
Apesar dos esforços das autoridades e de várias decisões judiciais, este caso é mais um exemplo das dificuldades que o futebol espanhol tem em erradicar o racismo nos estádios e nos relvados, onde os incidentes se têm multiplicado nos últimos meses.
A estrela brasileira do Real Madrid, Vinicius Junior, que se tornou um símbolo da luta contra a discriminação no futebol, tem sido o alvo mais frequente desde a sua chegada a Madrid em 2018. Mas apenas alguns destes incidentes deram origem a sanções.
A FIFA deu uma resposta célere aos cânticos xenófobos no Espanha-Egito. O organismo garantiu, num comunicado divulgado na tarde desta terça-feira, que já deu início a um procedimento.
“A FIFA iniciou hoje um processo disciplinar contra a Federação Espanhola de Futebol devido aos incidentes registados no jogo particular frente ao Egito. Recorda-se que a legislação para a prevenção da violência no desporto proíbe e pune a participação ativa em atos violentos, xenófobos, homofóbicos ou racistas", pode ler-se na nota oficial do organismo.
