Mikel Oyarzábal tem sido a principal referência no ataque da equipa nacional. Luis de la Fuente fez questão de o destacar após a vitória por 3-0 frente à Sérvia em Villarreal. “Quando me diziam que faltava um avançado ou um matador, eu sempre vos dizia que jogávamos com um avançado com outras características. Mikel, Ferran, Borja... Somos uns privilegiados e não faltam goleadores em Espanha”.
E os números não mentem. Depois de conquistar brilhantemente o Europeu da Alemanha a 14 de julho de 2024, ao vencer a Inglaterra na final, Espanha manteve a relação especial com o golo. Na competição germânica, dos sete jogos disputados, só contra Itália e Albânia marcou menos de dois golos.
Após o Europeu, um 0-0 na Sérvia, um 1-4 na Suíça e um 1-0 frente à Dinamarca em Múrcia. Desde então, 14 jogos consecutivos em que a seleção espanhola marcou pelo menos dois golos.
A série começou precisamente diante da Sérvia em Córdova, com um 3-0 na fase de grupos da Liga das Nações (golos de Laporte, Morata e Baena). Depois, mais dois triunfos: 1-2 contra a Dinamarca em Copenhaga (Oyarzábal e Ayoze) e 3-2 frente à Suíça em Tenerife (Yeremy Pino, Bryan Gil e Bryan Zaragoza de penálti).
O ano de 2025 trouxe as eliminatórias da Liga das Nações. Por exemplo, os quartos de final frente aos Países Baixos. 2-2 em Roterdão (Nico Williams e Mikel Merino) e 3-3 em Valência (Oyarzábal por duas vezes, uma delas de penálti, e Lamine Yamal). Espanha venceu por 5-4 nos penáltis.
Na Final Four, 5-4 nas meias-finais de Estugarda frente à França (Nico Williams, Mikel Merino, Lamine Yamal por duas vezes, uma de penálti, e Pedri) e 2-2 na final de Munique diante de Portugal (Zubimendi e Oyarzábal). Nos penáltis, triunfo luso por 5-3.
Depois do verão, arrancou a fase de qualificação para o Mundial. 0-3 frente à Bulgária em Sófia (Oyarzábal, Cucurella e Mikel Merino), 0-6 diante da Turquia em Cónia (dois de Pedri, três de Mikel Merino e um de Ferran Torres).
Em solo nacional, 2-0 contra a Geórgia em Elche (Yeremy Pino e Oyarzábal) e 4-0 frente à Bulgária em Valladolid (dois de Mikel Merino, Chernev na própria baliza e Oyarzábal de penálti). Para fechar a qualificação, 0-4 diante da Geórgia em Tiblíssi (dois de Oyarzábal, um de penálti; Zubimendi e Ferran Torres) e 2-2 em Sevilha contra a Turquia (Dani Olmo e Oyarzábal).
Por fim, o primeiro jogo de 2026 em Villarreal frente à Sérvia, de carácter particular, terminou com 3-0 (dois de Oyarzábal e Víctor Muñoz). O sucesso de Espanha no Mundial vai depender, sem dúvida, da sua eficácia goleadora.

