Reveja aqui as principais incidências da partida
"Estamos a investigar os cânticos islamofóbicos e xenófobos de ontem no RCDE Stadium durante o amigável Espanha-Egipto" (0-0), informou a polícia catalã no X.
"Os insultos e cânticos racistas envergonham-nos enquanto sociedade", denunciou, por sua vez, o ministro da Justiça, Félix Bolaños, também no X.
"A extrema-direita não deixará nenhum espaço livre do seu ódio e quem hoje se cala será cúmplice", acusou, garantindo que o governo de esquerda do primeiro-ministro Pedro Sánchez "continua a trabalhar por um país tolerante e respeitador de todos e todas".
A Federação Espanhola de Futebol afirmou na terça-feira à noite "condenar qualquer ato de violência nos estádios" e "associar-se à mensagem de um futebol contra o racismo".
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O seu presidente, Rafael Louzán, referiu, por sua vez, cânticos "isolados" que "não devem voltar a acontecer".
Na conferência de imprensa após o jogo, o selecionador espanhol Luis de la Fuente disse sentir "repulsa total e absoluta perante qualquer atitude xenófoba, racista ou desrespeitosa", condenando cânticos "intoleráveis" e apelando a que se identifiquem e sancionem os seus autores.
"Todos devemos ajudar-nos para que os cânticos racistas sejam erradicados dos relvados de futebol", acrescentou o médio Pedri perante a comunicação social. "Não gostamos disto".
Apesar dos esforços das autoridades e de várias condenações em tribunal, o futebol espanhol continua sem conseguir erradicar o racismo dos seus estádios e dos relvados.
