Polícia catalã vai investigar cânticos islamofóbicos e xenófobos no Espanha-Egito

A mensagem exibida nos painéis do estádio durante o Espanha-Egipto
A mensagem exibida nos painéis do estádio durante o Espanha-EgiptoREUTERS/Albert Gea

A polícia catalã anunciou esta quarta-feira a abertura de uma investigação aos "cânticos islamofóbicos e xenófobos" entoados na véspera durante o jogo amigável de futebol entre a Espanha e o Egipto, em Barcelona, na Catalunha, no nordeste de Espanha.

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"Estamos a investigar os cânticos islamofóbicos e xenófobos de ontem no RCDE Stadium durante o amigável Espanha-Egipto" (0-0), informou a polícia catalã no X.

"Os insultos e cânticos racistas envergonham-nos enquanto sociedade", denunciou, por sua vez, o ministro da Justiça, Félix Bolaños, também no X.

"A extrema-direita não deixará nenhum espaço livre do seu ódio e quem hoje se cala será cúmplice", acusou, garantindo que o governo de esquerda do primeiro-ministro Pedro Sánchez "continua a trabalhar por um país tolerante e respeitador de todos e todas".

A Federação Espanhola de Futebol afirmou na terça-feira à noite "condenar qualquer ato de violência nos estádios" e "associar-se à mensagem de um futebol contra o racismo".

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O seu presidente, Rafael Louzán, referiu, por sua vez, cânticos "isolados" que "não devem voltar a acontecer".

Na conferência de imprensa após o jogo, o selecionador espanhol Luis de la Fuente disse sentir "repulsa total e absoluta perante qualquer atitude xenófoba, racista ou desrespeitosa", condenando cânticos "intoleráveis" e apelando a que se identifiquem e sancionem os seus autores.

"Todos devemos ajudar-nos para que os cânticos racistas sejam erradicados dos relvados de futebol", acrescentou o médio Pedri perante a comunicação social. "Não gostamos disto".

Apesar dos esforços das autoridades e de várias condenações em tribunal, o futebol espanhol continua sem conseguir erradicar o racismo dos seus estádios e dos relvados.