Roberto Martínez: "Paulinho foi convocado por mérito, todos merecem ter minutos"

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Roberto Martínez, selecionador de Portugal
Roberto Martínez, selecionador de PortugalFPF

Roberto Martínez, selecionador nacional, fez esta sexta-feira a conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o México, marcado para domingo, às 02:00, no Estádio Azteca.

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Jogo no Estádio Azteca: "Acho que no futebol adoramos memórias e momentos especiais, e jogar no Azteca é um momento especial para qualquer jogador. Eu lembro-me de ser um menino e olhar para o Azteca no Mundial1986 e toda a magia que aconteceu nesse estádio mítico."

Seleção do México: "É uma seleção mítica e os jogadores adoram também vestir a camisola da seleção mexicana. É uma equipa agressiva, da CONCACAF, muito ofensiva também e com muita qualidade. É um bom desafio."

Estágio: "O nosso estágio está a correr muito bem, estou a adorar a dinâmica e o nível do treino, o sangue novo com responsabilidade e respeito, mas também com muita confiança. Vamos gerir os minutos com responsabilidade e preparar o futuro e acho que vai ser uma festa do futebol no Azteca."

Chamada de Paulinho: "Eu gosto de partilhar que quando tomamos decisões há muita informação e os nossos pontas de lança já falei dos perfis. Na seleção essa posição é dentro da área e é espaço para o Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos, depois tínhamos intenção de ver todos os jogadores na posição 10, os alas, nomeadamente o Pedro Gonçalves, o Ricardo Horta, o João Félix e poder utilizar os alas como o Chico (Conceição), o Pedro Neto e o Rafael Leão, mas quando o Leão teve uma lesão, acreditámos que era o momento do Paulinho, pelo mérito. A nossa lista tinha muita polivalência, o Gonçalo Guedes pode fazer a posição de Rafael Leão. É só pelo mérito do Paulinho, pelo que está a fazer aqui no México, e está a trabalhar muito bem, já disse que é muito difícil de chegar à seleção, mas no futebol e na vida precisa-se de momentos de sorte, e este pode ser o momento de sorte para o Paulinho. Agora está nas suas mãos e vai ter o seu papel. Tem muita boa ligação com vários jogadores e está a trabalhar muito bem."

Adaptação à altitude: "Para alguém estar preparado para jogar a grande altitude, precisa de no mínimo 14 ou 15 treinos. Durante o Mundial não temos isso, por isso a ideia foi tentar jogar a nível do mar, com muita humidade e chegar lá no último tempo para vermos como reagimos. É uma questão científica, para recolhermos dados e sabermos o que fazer numa próxima ocasião."

Titularidade na baliza: "Primeiro, temos de gerir com responsabilidade porque jogamos sempre para ganhar, mas queremos observar outros jogadores. Quantos aos guarda-redes, têm trabalhado muito bem e o José Sá vai jogar um jogo e o Rui Silva vai jogar outro. Uma palavra para o Ricardo Velho, que é um ótimo 4.º guarda-redes. De notar ainda que pela primeira vez a FIFA vai permitir 10 substituições e veremos como podemos gerir."

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Jogo no Azteca: "Será especial e muito difícil. O México não perde há muito tempo em casa, por isso é o tipo de teste de que estamos à procura. Quanto aos minutos, posso dizer que todos merecem jogar."

Estreia de Mateus Fernandes: "É um exemplo muito bom do que tem sido feito na formação em Portugal. Saiu por empréstimo e agora protagonizou uma venda de mais de 40 milhões para a liga mais competitiva do mundo. Por isso, tem sempre a porta aberta da Seleção."

Lourenço Coelho na estrutura: "Tem corrido muito bem. Trouxe muita experiência e é uma pessoa muito afável e o seu contributo tem sido muito importante. Por isso, acho que o futuro das seleções está garantido com o papel muito importante que o Lourenço Coelho tem desempenhado."

Dores de cabeça neste estágio? "Sim, mas é positivo. Por vários motivos, acho que o Mundial-2026 vai ser dos mais complexos de sempre. Precisamos de muita preparação e de muita flexibilidade tática. O que mostrámos nos últimos 36 jogos temos de juntar tudo em 26 jogadores. Por isso, sim, as dores de cabeça são bem-vindas e vão resultar numa convocatória de 26 jogadores. Não precisa de ser uma escolha popular. Mas estou muito contente com o que tenho visto e estamos a encontrar a competitividade e as soluções que procurávamos."

Paulinho na lista final? "O mais difícil do futebol é a simplicidade. O Paulinho tem de ser o mesmo, e a verdade é que provavelmente o Paulinho estaria em qualquer seleção do mundo, mas em Portugal é muito complicado, principalmente quando há Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos na posição dele. Tem vindo a treinar na seleção e é um prémio muito merecido. É um jogador que temos vindo a seguir de muito perto e é um goleador nato, muito inteligente no último movimento. A decisão final não é do jogador, mas o jogador pode vir a condicionar muito a decisão final."

Análise à seleção do México: "Primeiro, tenho de dizer que tenho uma grande admiração pela seleção mexicana. Lembro-me logo de Hugo Sánchez e acompanho desde sempre os Mundiais. Depois acho que Aguirre tem feito um grande trabalho, muito organizada e com muita capacidade entrelinhas e que beneficiou da afirmação de Jiménez. E depois é uma seleção muito querida dos adeptos e que é vivida com muita intensidade."

Possibilidade de ter treinado o México: "É verdade que tive conversas com a seleção mexicana, depois de terminar contrato com a Bélgica, mas nada em concreto. Acho que não sou a pessoa para opinar sobre o que a seleção mexicana precisava para dar o último passo, mas sei que está sob o comando de uma pessoa com todo o conhecimento e potencial para tirar o máximo desta seleção. Quando o México organizou o Mundial, chegou sempre aos quartos de final, pelo que está sempre a um passo de chegar mais longe, estamos a falar da melhor competição com os melhores jogadores do mundo. São os detalhes, mas jogando em casa, irão estar muito bem neste Mundial."

Portugal favorito no Mundial-2026: "Penso que não somos favoritos, porque só as seleções que já ganharam mundiais são favoritas. Candidatos sim, mas falta-nos essa barreira psicológica de já termos vivido isso. Primeiro temos de jogar três jogos da fase de grupos e ganhar porque ninguém entra campeão. As equipas fazem-se campeãs. Por exemplo, a Argentina no último perdeu o primeiro jogo com a Arábia e depois fez-se campeã. Assim, temos esses três jogos para nos fazermos campeões."