Recorde as incidências do encontro
"Não temos muitas opções. Há muito poucas equipas disponíveis. Não é que possamos escolher, está tudo já fechado ou bloqueado", afirmou Scaloni numa conferência de imprensa.
"Certamente iremos jogar no estrangeiro. Naturalmente, gostaria de defrontar adversários fortes, mas não há muitas alternativas", comentou o técnico, com alguma resignação.
Para Scaloni, a exigência de um jogo não depende necessariamente do prestígio do adversário. "Chegámos ao nível mais alto sem defrontar esses adversários", indicou.
"No Mundial, o jogo em que mais sofremos foi contra uma seleção que, teoricamente, era de baixo nível, por isso isso é relativo", insistiu perante os meios de comunicação.
"Destes jogos tiram-se sempre conclusões. É preciso ver a forma como os jogadores encararam o jogo. Não se viu uma equipa descontraída, e nós temos muito a perder nestes jogos", assinalou.
Lionel teve a oportunidade de ver vários jogadores novos nestes dois amigáveis — o anterior foi frente à Bolívia — e destacou que "todos os jovens estão a trazer frescura e vontade de estar".
"Vai ser um dia inesquecível"
"Não há que lhes atribuir demasiada responsabilidade com a camisola argentina. Há outros que o fazem e que têm de os ajudar", apontou.
Sobre o duelo contra o Benim, na próxima terça-feira, que servirá para a despedida de Lionel Messi da seleção após 21 anos ao serviço da Albiceleste, Scaloni destacou "a emoção de toda a gente, incluindo o Leo".

"Vai ser um dia inesquecível para todos. Todos querem estar nesse jogo e resta apenas desfrutá-lo", apontou.
"Tê-lo em campo é algo único, e aquilo que transmite num campo de futebol, aos companheiros e aos adversários, nunca vi em mais ninguém. É isso que mais vamos sentir a falta nele".
Sobre a sua continuidade, que está bem encaminhada mas ainda não foi assinada, afirmou que "aqui não há qualquer obrigação".
"Quando se faz algo, é porque se quer, ninguém me põe uma pistola na cabeça para continuar (...). Há coisas que vamos aprendendo e é importante poder vivê-las, porque este cargo implica ter muitas responsabilidades e, para lá da paixão pelo futebol, continuo a tentar fazer as minhas coisas para que isto não nos consuma e não nos torne escravos", concluiu.
