Raphinha atuava pelo Vitória SC quando desperdiçou a penalidade contra o Tondela no dia dezembro de 2017. Após o erro no seu primeiro clube na Europa, o brasileiro acertou todos por Rennes (1), Leeds United (4), Barcelona (13) e Brasil (4).
O extremo ainda converteu dois penáltis pelo Vitória SC — um antes e outro depois do erro. Portanto, chegou a 23 remates consecutivos ao marcar no amigável contra a Austrália.
O histórico quase perfeito de Raphinha na marca dos 11 metros deixa uma pergunta dolorosa para os brasileiros: e se ele estivesse em campo na derrota com a Noruega no Mundial?
Polémica com Vini Jr.
Na ocasião, com o jogo empatado 0-0, Bruno Guimarães assumiu a marcação e permitiu a defesa de Nyland. Raphinha estava lesionado. A escolha gerou polémica porque Vinícius Júnior, habituado a marcar penáltis pelo Real Madrid, estava em campo.
Segundo Carlo Ancelotti, porém, a decisão deveu-se ao registo dos batedores ao longo de um ano. "O melhor a marcar o penálti é o Neymar, depois o Igor Thiago, depois o Raphinha, depois o Bruno Guimarães e depois o Martinelli", explicou o treinador após a eliminação no Mundial.
O Brasil teve outro penálti contra a Austrália na reta final, numa altura em que Raphinha já não estava em campo. Mesmo com Bruno Guimarães disponível, quem marcou foi Vini Jr., pouco depois de Guimarães ter balançado as redes.
"O Bruno já tinha marcado um golo. Quem marca o penálti é o Raphinha, que bateu o primeiro. O segundo era o Bruno. O Bruno já tinha feito um golo, por isso o Vini merecia marcar um golo e bater o penálti. E marcou", justificou Ancelotti.
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