Recorde as incidências da partida
O encontro arrancou de forma intensa, à altura da dimensão do dérbi, com entradas duras desde o apito inicial. Alexander Røssing-Lelesiit foi forçado a abandonar o relvado logo aos 12 minutos, depois de uma falta de Adam Dźwigała, antes de Bakery Jatta obrigar Nikola Vasilj a intervir na primeira ocasião do jogo, ainda que em posição irregular. Situação semelhante viveu Damion Downs minutos depois, o que fez com que o Hamburgo tivesse de esperar até ao tempo de compensação da primeira parte para registar o primeiro remate enquadrado, apesar de ter controlado grande parte de uns 45 minutos iniciais muito cautelosos.

A primeira parte não trouxe grandes emoções dentro das quatro linhas, mas o intervalo foi marcado por momentos intensos nas bancadas. Fumo vermelho e azul tomou conta de ambas as extremidades do estádio e encontrou-se no centro do relvado, simbolizando o significado deste dérbi para uma cidade dividida. O reatamento do jogo acabou por sofrer um atraso considerável, mas, quando a bola voltou a rolar, o ritmo subiu.
A linha defensiva mais subida do St. Pauli deu maior liberdade ofensiva ao adversário, o que resultou em algumas ocasiões de perigo, entre elas um cabeceamento de Luka Vušković à queima-roupa, travado com segurança por Vasilj.
O jogo manteve-se prudente depois desse lance, mas as alterações promovidas por ambos os treinadores prometeram animar os últimos 20 minutos. Uma delas foi a entrada de Danel Sinani, que rematou à baliza e obrigou Daniel Heuer Fernandes a uma defesa apertada, a primeira intervenção do guarda-redes dos visitantes em todo o encontro. Empurrado por um público mais fervoroso, o St. Pauli criou ainda mais oportunidades nos instantes finais, mas nenhuma das equipas conseguiu chegar ao golo que teria sido histórico.
O empate não satisfaz plenamente nenhuma das formações, embora o St. Pauli possa, ainda assim, celebrar a subida ao lugar de play-off de manutenção, à espera dos restantes resultados da jornada. Já o Hamburgo prolonga a série de cinco jogos consecutivos sem vencer no campeonato, mantendo, no entanto, o registo de nunca ter perdido um jogo da Bundesliga no Millerntor.

