Bundesliga: Wolfsburg continua sob pressão da descida após empate sem golos

No final do jogo frente ao Mönchengladbach, as emoções vieram ao de cima nos jogadores do Wolfsburgo
No final do jogo frente ao Mönchengladbach, as emoções vieram ao de cima nos jogadores do WolfsburgoSWEN PFORTNER / DPA PICTURE-ALLIANCE VIA AFP

Dieter Hecking refugiou-se no humor negro – pouco mais restava ao treinador do Wolfsburgo. A sua equipa falhou a subida ao lugar de play-off, o calendário que resta é pouco animador, por isso o técnico de 61 anos optou pelo sarcasmo. "Acho que vamos ao Europapark e andamos um pouco de carrossel, para desanuviar a cabeça", disse Hecking.

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Talvez não seja má ideia. Depois do desolador 0-0 frente ao Borussia Mönchengladbach, o Wolfsburgo continua, a três jornadas do fim, numa posição de descida direta. E o que se segue não é nada fácil: deslocação ao terreno do Friburgo, receção ao Bayern Munique e, por fim, um possível jogo decisivo no reduto do St. Pauli. Os Lobos encaminham-se para um final de época de nervos à flor da pele.

Enquanto o St. Pauli perdeu no terreno do outro concorrente direto, o Heidenheim, abrindo assim a porta aos de Wolfsburgo, na cidade do automóvel agarraram-se às últimas esperanças. Contra o Mönchengladbach, pelo menos "há muito tempo que não jogávamos sem sofrer golos e defendemos com muita, muita concentração", afirmou Hecking após o encontro.

Não foi muito mais do que isso. "Podemos alegrar-nos um pouco porque o St. Pauli perdeu, mas isso não muda realmente a nossa situação", resumiu Dzenan Pejcinovic.

"Temos de simplesmente acreditar"

A situação é complicada. Falta um ponto aos Lobos para igualar o Hamburgo, que ocupa o lugar de play-off. Com uma vitória frente ao Mönchengladbach, a três jornadas do fim, o objetivo mínimo do play-off estaria novamente nas suas mãos. Em vez disso, seguem-se agora dois desafios que parecem quase impossíveis, antes do duelo direto no Millerntor na última jornada.

"Temos de manter tudo sob controlo para podermos proporcionar um grande duelo na última jornada", afirmou Patrick Wimmer. É preciso "simplesmente acreditar".

Uma descida à Bundesliga 2 abalaria a identidade do Wolfsburgo, após quase 30 anos no escalão principal – e teria certamente consequências ao nível do plantel. Por isso, Hecking reagiu com pouca paciência a perguntas sobre o futuro.

Hecking critica perguntas dos jornalistas

"Não façam perguntas dessas, que são uma porcaria", atirou o técnico de 61 anos ao passar pelos jornalistas que questionavam Pejcinovic sobre o seu futuro.

Na conferência de imprensa, reforçou a crítica, dizendo que os seus jogadores "estão constantemente a ser confrontados com esses temas. Na situação atual, depois de um jogo destes, não acho correto perguntar pelo futuro dos nossos jogadores."

As forças centrífugas de uma eventual descida já parecem estar a fazer-se sentir. Ainda assim, permanece a esperança de conseguir a salvação de alguma forma.

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