Recorde as incidências do encontro
Emílio Peixe (selecionador português de sub-19):
“A expectativa era enorme entre os miúdos, eles acreditavam que era possível ganhar a esta extraordinária equipa inglesa, com jogadores que jogam num contexto competitivo muito acima, muitos deles são titulares de equipas da Premier League, mas senti que a equipa sempre quis e andou atrás do objetivo. Mas, a partir do 2-0, quando se mexe na manta, cobre-se a cara, mas destapa-se os pés.
A lição é que o objetivo e o comportamento que têm de ter ao longo da sua carreira resume-se ao trabalho. Eles estão a preparar-se nesta fase da formação para quando tiverem oportunidades nas equipas principais. Obviamente que a diferença de seis golos não é verdadeira. A Inglaterra tem uma excelente equipa, jogadores que jogam na Premier League, mas a diferença entre a nossa equipa e a deles, do ponto de vista coletivo e individual, não é de seis golos.
Enquanto formador de jovens jogadores, estou muito satisfeito pelo trajeto destes miúdos nestes dois anos em que estive com eles, nos sub-18 e sub-19, mas triste porque queríamos ir ao Europeu. Obviamente, que outros jogadores não puderam vir, mas a atitude deles e o compromisso que tiveram, o sentimento que têm por representar Portugal é fantástico e todos eles vão ter carreiras boas.
O José Neto queixou-se ao intervalo, estava condicionado e algo fatigado também, e decidimos substituí-lo”.
Diogo Ferreira (guarda-redes de Portugal):
“Não entrámos bem no jogo, basta ver pelo golo sofrido, mas reagimos muito bem, estivemos quase sempre por cima na primeira parte e tivemos azar em não fazer golo, bola no poste e outras que não entraram, mas o futebol é assim. Depois, entrámos muito mal na segunda parte, não fomos nós, não fomos Portugal e este resultado dilatado não representa a nossa equipa nem a nossa geração, que é cheia de qualidade que ambicionava muito (estar no Europeu), mas infelizmente já acabou. Agora é pensar para a frente, refletir e seguir.
Que lição? Que o jogo tem 90 minutos, não tem 45, 60 ou 75. Aprender que temos de ser mais constantes, saber gerir o jogo e saber marcar”.
