Apesar de vetar o regresso da estrela, Ancelotti indicou que pode figurar na lista final. Para isso, no entanto, o treinador sublinhou que o jogador precisa de estar a 100% a nível físico, algo que, na avaliação da equipa técnica, ainda não atingiu.
"Neymar pode estar no Campeonato do Mundo também. Se estiver a 100%, pode estar. Por que não está agora? Porque não está a 100%. Preciso de jogadores a 100% agora. Mas como eu disse, na lista final o discurso é outro. Neymar tem que continuar a trabalhar e a jogar, a mostrar qualidades em boa condição física", disse Ancelotti aos jornalistas.
Ainda segundo o treinador italiano, a avaliação sobre Neymar é estritamente física, e não técnica.
"É uma avaliação física. Não é uma avaliação técnica. Neymar com bola está muito bem. Para a equipa técnica, para mim, não está a 100% das suas possibilidades. Esta é uma opinião minha e de toda a equipa técnica que vê e verá os jogos dele nos próximos meses", prosseguiu Ancelotti, que admitiu contatos estritamente profissionais com os atletas.
"Vocês sabem que falei com ele em setembro, quando fui a São Paulo. Estamos a analisar. Não preciso falar desse momento. Eu quero ter a mesma relação que tenho com os outros. Eu nunca falo com os jogadores habitualmente", relatou à imprensa presente na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

As questões surgiram por causa de rumores darem conta de que Ancelotti não tem um relacionamento próximo com Neymar e o seu entorno. O episódio de Mirassol, onde Ancelotti compareceu para ver o duelo entre o clube da casa e o Santos, também foi tema. O camisola 10 santista não foi utilizado nesse confronto.
"Estava programado para ir a Mirassol para ver o jogo Mirassol-Santos, também para respeitar os jogadores do Mirassol e do Santos, a cidade, que é muito bonita, receberam-nos muito bem. Neymar não jogou, temos que respeitar. Não tenho nada a acrescentar. Gosto de ir aos estádios, quando posso, de maneira presencial", salientou Ancelotti.

A última vez que Neymar entrou em campo pela seleção brasileira foi em 17 de outubro de 2023, na derrota por 2-0 contra o Uruguai, em Montevidéu. Foi justamente nessa partida que sofreu a grave ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo, que o afastou dos relvados por mais de um ano.
