Siga o Brasil - Haiti no Flashscore
Os dois primeiros chegaram ao Mundial-2026 como pilares do equilíbrio e da criação da equipa, mas os números da estreia mostram uma realidade diferente da apresentada ao longo da temporada nos clubes. O Brasil teve enormes dificuldades, principalmente na primeira parte.
Contra o Haiti, este sábado, a expectativa é por uma resposta justamente dos responsáveis por dar intensidade e organização ao setor. O desafio é recuperar a versão dos médios que fez deles protagonistas no futebol europeu e brasileiro.
Casemiro irreconhecível

Casemiro foi um dos principais exemplos do contraste entre clube e seleção. No Manchester United, o médio terminou a temporada como líder da equipa em desarmes na Premier League, com 45. Diante de Marrocos, porém, não conseguiu nenhum.
Além disso, venceu apenas 33,3% dos duelos no jogo, número abaixo dos 52,6% registados pelo clube inglês na temporada. O médio ainda sofreu três dribles, reforçando a dificuldade para proteger a defesa brasileira.

Bruno Guimarães também muito abaixo
Bruno Guimarães teve uma participação decisiva ao fazer a assistência para o golo brasileiro, mas terminou a partida com a pior nota Flashscore da seleção brasileira. O médio perdeu cinco posses de bola e cometeu um erro que resultou em finalização do adversário.
O número que mais chama atenção está na marcação: líder do Newcastle em desarmes na Premier League, com 43 em 27 partidas, Bruno Guimarães conseguiu apenas um contra Marrocos. O jogador que teve o melhor aproveitamento do clube inglês na temporada ficou abaixo do esperado na estreia brasileira.

Paquetá não aproveita oportunidade
Lucas Paquetá também não conseguiu repetir as exibições apresentadas no Flamengo. O médio acertou 79% dos passes, mas teve um erro que terminou em finalização adversária, sofreu dois dribles e venceu 10 de 18 duelos, com 55% de aproveitamento — abaixo dos 60% registados no Brasileirão.
Na criação, o desempenho foi ainda mais discreto. Paquetá terminou a partida com apenas 0,03 de assistências esperadas (xA), enquanto a sua média no campeonato brasileiro era de 0,10.

Diante do Haiti, o Brasil procura mais do que a primeira vitória no Mundial. A seleção brasileira precisa de ter um meio-campo mais dominante e fazer a equipa comandada por Carlo Ancelotti apresentar um futebol mais convincente. Após a estreia contra Marrocos, ficou a impressão de que o Brasil ainda está um degrau abaixo de algumas das principais favoritas ao título, como Inglaterra, França e Argentina.
