Corunha desiste do Mundial-2030 para reformar o Riazor sem as exigências da FIFA

A presidente da Câmara da Corunha, entre o presidente da Deputação e o do Deportivo da Corunha
A presidente da Câmara da Corunha, entre o presidente da Deputação e o do Deportivo da CorunhaAyuntamiento de A Coruña

A cidade da Corunha não será uma das sedes do Mundial de futebol que Espanha vai organizar juntamente com Portugal e Marrocos. As autoridades corunhesas comunicaram-no oficialmente esta segunda-feira, 16 de março.

Tal como aconteceu no último verão com Málaga, agora foi a Corunha a retirar-se da organização do Mundial. Se a capital da Costa do Sol o fez devido à incompatibilidade de datas para poder reformar o La Rosaleda ou construir um novo estádio numa zona ainda por definir, a justificação da antiga sede galega prende-se com a modernização do estádio municipal de Riazor.

Após um acordo entre a Câmara Municipal, a Deputação e o Deportivo, decidiu-se abandonar a ideia inicial de integrar a candidatura espanhola para avançar com um projeto que abrange não só o Riazor, mas também o Pavilhão dos Desportos e as restantes infraestruturas da zona.

"Tudo o que é bom para a Corunha é bom para o Deportivo", sublinhou o presidente do Deportivo, e também da Abanca, Juan Carlos Escotet, sobre esta decisão. "O Riazor é um espaço de identidade coletiva. A sua renovação integral pretende transformar o estádio e a sua envolvente, criando valor durante os 365 dias do ano com atividade desportiva, social e cultural".

Por sua vez, a presidente da Câmara, Inés Rey, justificou a decisão com as exigências da FIFA, que iam além do aumento da lotação atual de 32.500 para 48.000 lugares.