Espanha livra-se da "maldição" de chegar ao Mundial como líder ranking da FIFA

Rodri com Huijsen e Borja Iglesias, durante o Espanha-Egipto em Barcelona
Rodri com Huijsen e Borja Iglesias, durante o Espanha-Egipto em BarcelonaGÓNGORA / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

O ranking de seleções elaborado pelo principal organismo do futebol mundial é, no fundo, algo simbólico. E costuma dizer-se que as estatísticas existem para serem quebradas.

No entanto, a última janela de seleções antes da divulgação das listas de convocados para o Mundial, a penúltima antes do torneio na América do Norte, já que haverá alguns particulares no início de junho, provocou uma alteração no ranking FIFA.

O empate sem golos de Espanha em Barcelona frente ao Egipto foi aproveitado por França (que venceu os seus dois particulares, primeiro diante do Brasil por 2-1 e depois frente à Colômbia por 3-1) para assumir o primeiro lugar.

Uma liderança que também poderia ter sido disputada entre Espanha e Argentina, caso se tivesse realizado a Finalíssima.

A maldição

O ranking FIFA começou a ser utilizado em 1993 e, desde então, nenhuma seleção que liderava a tabela no início do Mundial conseguiu erguer o troféu. Alemanha em 1994 (venceu o Brasil), Brasil em 1998 (França foi campeã), França em 2002 (o Brasil triunfou), Brasil em 2006 (Itália conquistou o título), Brasil em 2010 (Espanha venceu o Mundial), Espanha em 2014 (Alemanha sagrou-se campeã), Alemanha em 2018 (França conquistou o título) e Brasil em 2022 (Argentina ergueu o terceiro troféu).

Seria um bom presságio para Espanha que esta tradição se mantivesse e França não conseguisse conquistar o terceiro Mundial. A seleção nacional chega como campeã europeia em título, vice-campeã da Liga das Nações e é uma das grandes favoritas à conquista do troféu.

França, por sua vez, foi vice-campeã no Catar 2022, campeã na Rússia 2018 e atingiu as meias-finais no Europeu da Alemanha 2024, onde foi eliminada por Espanha.