A NFF apresentou uma queixa formal à FIFA a 15 de dezembro de 2025, alegando que a federação congolesa induziu o organismo em erro ao garantir mudanças de nacionalidade para vários jogadores nascidos no estrangeiro.
O pedido instou a FIFA a investigar o caso e a ponderar a desqualificação da RD Congo do processo de qualificação. No entanto, a organismo que regula o futebol mundial rejeitou a queixa devido a falhas processuais. Sem vontade de abandonar o assunto, os responsáveis do futebol nigeriano levaram agora o caso ao Tribunal Arbitral do Desporto (CAS), procurando uma solução.
"O futebol é um desporto regido por regras e o nosso caso não deve ser exceção. A FIFA já emitiu a sua decisão, mas não vamos recuar até que seja feita justiça" afirmou um dirigente da NFF, que pediu anonimato, ao Flashscore: "Muitas pessoas criticaram a Federação Nigeriana de Futebol por apresentar um protesto anteriormente, com alguns a sugerir que estamos a tentar entrar pela porta dos fundos, mas isso está longe da verdade. Não se trata de um ato de desespero; a nossa posição é apenas defender o princípio fundamental do futebol, que é o fair-play. Se questões como esta não forem resolvidas agora, podem criar um precedente perigoso num desporto amado em todo o mundo. Acredito firmemente que a justiça acabará por prevalecer."
Em apoio a esta posição, o Secretário-Geral Mohammed Sanusi afirmou que a federação está insatisfeita com a decisão da FIFA e mantém-se determinada a procurar justiça através do processo de recurso do organismo.
"Respeitamos a FIFA, mas discordamos totalmente desta decisão. Consideramos que existem fundamentos sólidos para recorrer e vamos apresentar provas adicionais", disse Sanusi: "O nosso dever é defender o interesse da Nigéria. Não podemos ignorar questões que possam comprometer a transparência e credibilidade numa partida tão importante. Esperamos que o processo de recurso seja rigoroso e justo. O nosso objetivo não é criar conflito, mas sim garantir clareza e respeito pelas regras que regem o futebol mundial."
Entretanto, enquanto a RD Congo se prepara para o play-off intercontinental, em que está prevista a enfrentar a Nova Caledónia ou a Jamaica por um lugar no Mundial, dois dos jogadores em disputa, Balikwisha e Stroeykens, foram excluídos da mais recente convocatória de 26 jogadores do país. Recorde-se que é deste jogo que vai sair o último adversário do grupo de Portugal.
