Félix desvaloriza exibição contra o México, elogia Jesus e admite: "Nunca vi um jogo dos EUA"

João Félix, jogador da seleção nacional
João Félix, jogador da seleção nacionalALFREDO ESTRELLA / AFP

João Félix foi o representante português na primeira de duas conferências de imprensa de antevisão que Portugal vai fazer para o particular diante dos EUA, agendado para as 00:07 de quarta-feira, 1 de abril, em Atlanta, de preparação para o Mundial-2026. Leia as declarações abaixo.

Acompanhe as incidências e o relato do encontro

O que melhorar após jogo com o México: "Foi um jogo amigável, numa situação diferente do que estamos habituados. Não é desculpa, mas é diferente. A última vez que tínhamos estado juntos foi em novembro. O mister escolheu duas equipas e muita malta que não estava a jogar junta, as ideias não estavam bem assentes. Não acho que tenhamos feito um jogo mau. Foi um jogo competitivo, o México não é fraco, tem uma boa seleção. Não fizemos um jogo assim tão mau. Eles tiveram uma ocasião clara, mas temos de melhorar no que pudermos melhorar".

Mensagem de Cristiano Ronaldo: "Só vimos nas redes sociais que ele colocou um post a desejar boa sorte. Sabemos que, mandando mensagem ou não, vive isto mais do que ninguém".

Jogo com os EUA: "Há dias em que criamos muito e não fazemos golo, dias em que criamos só uma e fazemos. No outro dia, na Arábia, uma equipa não rematou à baliza na primeira parte e fez um golo. O futebol é assim. Temos jogadores de muita qualidade na finalização, foi um dia atípico. No próximo jogo volta tudo à normalidade".

Números de João Félix
Números de João FélixFlashscore

"Sempre disse que confio em mim"

Estreantes: "O grupo está tranquilo, é fácil entrar neste grupo, toda a gente se sente em casa. Os estreantes estiveram bem, não senti nervosismo. Passa por isso, se estivermos tranquilos as coisas correm melhor. Estão tranquilos a fazer o seu papel, a darem o que podem para conquistar o lugar na seleção para irem ao Mundial. Vejo-os bastante tranquilos".

Momento da carreira: "Cada um põe a pressão que quer em si mesmo. Tenho tido regularidade de minutos, de jogos, na minha posição, onde me destaquei no Benfica, num sistema de jogo que me favorece. Passa por isso. Sempre disse que confio em mim, principalmente quando jogo na minha posição. Partindo daí, as coisas correr bem mais tarde ou mais cedo".

Momento pré-Mundial: "Isso das lesões é sempre um tema chato. O melhor é nem pensar, nem falar, imaginar. É um momento chato da carreira, principalmente nestas competições, que há de quatro em quatro anos. Temos de preparar da melhor maneira e não pensar nisso. Deus queira que não aconteça a ninguém, mas acho que ninguém está a pensar nisso".

"Tenho de agradecer a Jorge Jesus pelas oportunidades"

Trabalhar com Ronaldo e Jorge Jesus: "Já tinha estado bastantes vezes com o Cristiano na seleção. É igual, é sempre profissional. Jorge Jesus? Já tinha ouvido muitas histórias sobre ele. É um treinador diferente, uma excelente pessoa e tenho aprendido bastante com ele. Só tenho de agradecer pelo que tem feito comigo e pelas oportunidades que me tem dado".

Experiência na Arábia Saudita: "É diferente. Se é mais ou menos competitiva, depende das ligas com que comparamos. Tiramos três ou quatro equipas de fundo da tabela, em que a vitória é quase garantida, todos os jogos são equilibrados. Faltam oito jornadas e há quatro equipas na luta pelo título. É uma liga competitiva".

Estágio: "Vai ser a realidade do Mundial. Faltam alguns meses, mas é bom virmos aqui, conhecer o sítio onde vamos estar. É uma boa ideia termos vindo para cá".

EUA: "Acho que não vivem muito o futebol aqui, não acredito que tenham grande pressão. Vêm de uma derrota, mas sabemos que é uma equipa com bons jogadores em termos individuais. Coletivamente, acho que nunca vi um jogo deles, mas vamos analisar agora. Tem bons jogadores, os seus perigos e é preciso estar atento".

Pochettino: "Há treinadores argentinos bons e maus. Depende como classificam o treinador dos EUA. Tem conhecimentos de futebol europeu, em termos de jogo jogado não é dos melhores do mundo, mas tem as suas virtudes que nos podem criar dificuldades".

Críticas internacionais ao jogo de Portugal: "O importante é a nossa opinião. Que seja falado no México, China ou Portugal, pouco nos importa. Temos de corrigir o que temos a corrigir e melhorar, de dia para dia e jogo para jogo".

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