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Feminino: Francisco Neto antevê "jogos bastante competitivos" com a Irlanda

Francisco Neto, selecionador nacional feminino
Francisco Neto, selecionador nacional femininoFilipe Amorim/FPF

O selecionador feminino de futebol, Francisco Neto, anteviu esta quinta-feira “dois jogos bastante competitivos” para Portugal frente à Irlanda do Norte, salientando a obrigação de "ser altamente competitivo” para transitar para a fase seguinte do play-off rumo ao Mundial-2027.

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“Serão dois jogos bastante competitivos, onde acho, acima de tudo, que a dimensão física, a intensidade e a equipa que estiver mais concentrada nos dois jogos será aquela que irá conseguir passar para o play-off seguinte. Queremos e temos essa obrigação de sermos altamente competitivos e podermos ganhar os dois jogos, é essa a nossa intenção”, assumiu Francisco Neto, em conferência de imprensa, em Oeiras, que se seguiu à divulgação das 26 convocadas para os jogos do play-off frente à Irlanda do Norte, em 09 e 13 de outubro.

Francisco Neto detalhou a particularidade em torno da primeira mão da eliminatória, que se disputará em solo adversário, no estádio Inver Park, em Larne, num relvado sintético com menos quatro metros de largura, assinalando que tal “não pode ser desculpa” e um impedimento para que Portugal concretize o objetivo de se qualificar para a próxima fase dos play-offs, frente a Croácia ou Islândia.

No leque de escolhas do técnico nacional incluíram-se algumas novidades, entre as quais as estreantes Nair Pina e Francisca Castro, ambas do SC Braga, e Carolina Tristão, do Benfica, que participaram no Europeu sub-19 de 2025, competição na qual Portugal atingiu as meias-finais, e o recentemente disputado Mundial de sub-20, no qual a equipa das quinas apenas perdeu com as duas finalistas – Espanha e Coreia do Norte -, tal como Carolina Santiago, do Sporting, já internacional AA.

Entre as baixas figuram a atacante Ana Capeta, da Juventus, que contraiu uma lesão grave, e Diana Silva, por gravidez, que Francisco Neto considera ter devidamente acauteladas.

“É uma oportunidade para elas que surge agora, que podemos aproveitar. O que nos cabe é perceber - e as jogadoras têm de perceber isto – é que quando jogamos com duas avançadas, é diferente jogar com os movimentos da Telma, que são diferentes dos movimentos da Capeta e os movimentos da Jéssica são diferentes dos da Diana. Dentro da organização coletiva da equipa, temos de depois respeitar quem está à nossa volta”, explicou.

Além destas entradas e saídas do lote de convocadas, Francisco Neto garantiu estar a ser feito o devido “enquadramento” inerente a essas alterações e também o facto de várias das eleitas terem mudado de clube no último verão.

“Há processos que podem ser diferentes e temos de percebê-lo para fazer o enquadramento das nossas jogadoras rapidamente, é a mesma situação quando a jogadora muda de treinador, ficando no mesmo clube. Ou seja, cabe-nos, num primeiro momento, avaliar e perceber se as jogadoras estão realmente aptas ou não para estar em espaço de seleção e perceber quais são as dinâmicas e comportamentos”, explicou, confiante relativamente a esse processo.

Leia mais - As convocadas de Portugal para o play-off de acesso ao Mundial-2027

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