Francisco Neto: "Estava frustrado porque depois do primeiro golo baixámos a intensidade"

Francisco Neto
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Declarações em conferência de imprensa após o jogo Portugal – Eslováquia (4-0), da segunda jornada do Grupo B3 de qualificação para o Mundial feminino de futebol de 2027, disputado este sábado, no Estádio Cidade de Barcelos.

Recorde aqui as incidências do encontro

Francisco Neto (selecionador de Portugal): 

"Era muito importante começar bem, com dois jogos em casa, contra as equipas do pote 2 (Finlândia) e do pote 3 (Eslováquia). Temos seis pontos e seis golos. Não sofremos golos. Fomos dominantes. Conseguimos marcar posição nos dois jogos. Sair do estágio com boas sensações, de domínio, é muito positivo. Daqui a um mês, teremos uma dupla jornada fora, o que é sempre complicado.

As estreias (de Pauleta e de Nádia Bravo pela seleção) são resultado do que temos vindo a trabalhar. Dou os parabéns às jogadoras que se estrearam, mas também àquelas que não tiveram minutos, mas fizeram um trabalho incrível nestes dias: a Sierra, a Daniela Santos, Alícia Correia, Andreia Bravo e Carolina Correia. É sempre triste não dar minutos a estas jogadoras, mas deixo-lhes uma palavra.

Dou os parabéns à Fátima, pelas 100 internacionalizações, e à Carole, pela marca bonita (188 internacionalizações, recorde entre jogadoras portuguesas). A Ana Borges (que tem 187 internacionalizações) esteve connosco. Tenho a certeza que elas gostariam de ter partilhado a marca das 188 internacionalizações juntas, no relvado.

A diferença de golos é sempre importante. Marcar dois golos com a Finlândia pode ser importante, como marcar quatro hoje. Estava frustrado porque depois do primeiro golo baixámos a intensidade. Estava a tentar perceber o porquê com a minha equipa técnica. Às vezes, quando as coisas estão a correr bem, temos a necessidade de alterar coisas por nada. Corrigimos ao intervalo e entrámos na segunda parte a fazer golos.

No ano passado, jogámos com equipas sempre acima de nós no ranking. O desenvolvimento de uma equipa é feito a jogar com equipas acima de nós e abaixo de nós. Ficamos sempre com boas sensações quando dominamos os jogos, mas houve aqui desafios diferentes: equipas muito fechadas, poucos espaços. Se formos melhores no ranking, vamos jogar mais vezes com equipas abaixo de nós.

A Eslováquia subiu um bocadinho mais as linhas (no quarto de hora final). Nessa fase, não servimos tão bem as nossas avançadas. Com um bocadinho mais de critério, poderíamos ter feito mais golos. Quisemos experimentar algumas jogadoras fora de posição, para ver como funcionava, mas o jogo esteve quase sempre controlado”.

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