Recorde as incidências da partida

Portugal entrou em Larne com favoritismo assumido. Pela frente estava a Irlanda do Norte, 49.ª do ranking FIFA e perfeitamente ao alcance da equipa das quinas, embora o relvado sintético representasse um obstáculo adicional. Ainda assim, a formação portuguesa não demorou a impor a sua superioridade.
Aos cinco minutos, Sarah-Jane McMaster cortou a bola com a mão sobre a linha de golo e a árbitra assinalou grande penalidade. Telma Encarnação assumiu a responsabilidade e, aos oito minutos, colocou Portugal na frente. A vantagem traduziu aquilo que já se via em campo: mais bola, mais critério e maior capacidade para instalar o jogo no meio-campo norte-irlandês.
O segundo golo chegou aos 22 minutos, numa jogada coletiva de grande qualidade. A bola saiu da defesa, passou pelo meio-campo e chegou ao corredor esquerdo, onde Joana Marchão serviu Telma Encarnação. A avançada cruzou para Jéssica Silva, que apareceu no sítio certo para uma finalização de classe.
Tudo simples. E continuou. Seis minutos depois, Tatiana Pinto descobriu a projeção ofensiva de Catarina Amado, que cruzou para a área e viu Rebeca Holloway desviar para a própria baliza.
Portugal foi claramente superior na primeira parte, deu muito pouco espaço à Irlanda do Norte e chegou ao intervalo com uma vantagem conseguida com relativa facilidade. A equipa portuguesa controlou o ritmo, circulou bem a bola e raramente permitiu que a seleção da casa se aproximasse com perigo da baliza de Inês Pereira.
Expulsão de Amado foi nota negativa na goleada lusa
Na segunda metade, Portugal continuou por cima e, aos 61 minutos, Jéssica Silva obrigou Burns a uma defesa por instinto, depois de dois remates anteriores terem saído à figura. O cenário mudou pouco depois. Aos 64 minutos, Catarina Amado viu o segundo cartão amarelo num espaço de oito minutos e deixou a equipa das quinas reduzida a dez.
A Irlanda do Norte aproveitou a superioridade numérica para crescer. Aos 69 minutos, Brenna McPartlan disparou forte da meia esquerda e obrigou Inês Pereira a uma grande defesa. Dois minutos depois, Cora Chambers aproveitou uma desconcentração de Diana Gomes e surgiu com espaço na área, mas a guarda-redes portuguesa voltou a responder muito bem.

Portugal sofreu durante alguns minutos, mas soube reagir. Aos 83', Andreia Norton serviu Fátima Pinto, que rematou para o quarto golo e travou o melhor momento da Irlanda do Norte, dando um conforto ainda maior à vitória da turma de Francisco Neto.
Num jogo que parecia totalmente controlado ao intervalo, a expulsão complicou a segunda parte, mas Portugal mostrou maturidade para resistir e sair de Larne com uma vantagem muito confortável na eliminatória.
Segue-se a segunda mão, marcada para a próxima terça-feira, dia 13 de outubro, em Portimão, com Portugal com caminho bem adiantado para a derradeira batalha de acesso à maior competição de seleções do planeta.
Melhor em campo Flashscore: Jéssica Silva (Portugal)

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