Na sua curta intervenção, Pedro Proença, presidente da FPF, referiu ser “altura de as principais marcas do país se unirem”, rumo aos Mundiais de futebol de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá, e de 2030, coorganizado por Portugal, Espanha e Marrocos, afirmando que a ligação entre o organismo e a TAP “marca o início da afirmação global de Portugal”.
O diretor executivo da TAP, Luís Rodrigues, referiu que esta parceria é uma “oportunidade” de “pôr fim” a um mau relacionamento com a FPF que afirmou ter existido no passado, por razões que desconhece e por “não ter investigado”, destacando que a companhia aérea procura “penetrar no mercado americano” à boleia da participação portuguesa no Mundial2026.
O representante da TAP admitiu ainda “haver disponibilidade de ambas as partes” para que a parceria englobe mais equipas da federação do que apenas a seleção sénior masculina de futebol.
Já Margarida Balseiro Lopes, ministra da Cultura, Juventude e Desporto, realçou que a assinatura desta parceria é “um momento especialmente relevante”, uma vez que tanto a FPF, como a TAP, são “das maiores marcas do país”, tendo, também, destacado o papel da FPF enquanto “embaixadora do país e da projeção internacional” alcançada.
Na cerimónia, que teve lugar na Cidade do Futebol, em Oeiras, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, reforçou o papel deste acordo entre dois “símbolos nacionais”
“A TAP é um símbolo nacional, da portugalidade. Temos uma transportadora que leva a marca e a bandeira de Portugal a todos os cantos do mundo, e a FPF também. O futebol é uma modalidade que é embaixadora do país e era incompreensível que estas duas marcas não estivessem congregadas. Já tínhamos feito uma parceria com Comité Olímpico e com o Comité Paralímpico portugueses e hoje fica claro que quem adquirir a TAP vai ter de a adquirir com estas condições: com a marca TAP e com as bandeiras nacionais. E uma destas bandeiras é a FPF”, assinalou.
Questionado sobre o apelo do ex-presidente da FIFA Joseph Blatter a que os adeptos boicotem o Mundial-2026 devido às questões relacionadas com a segurança que se vivem nos Estados Unidos, Pinto Luz afirmou que o governo português “está atento” e que tem “todas as preocupações” com a situação.
