Entre as indicações mais inesperadas que surgiram no particular ganho pelos Países Baixos diante da Noruega esteve, sem dúvida, a posição escolhida para Teun Koopmeiners. O selecionador Koeman colocou o médio da Juve numa zona pouco habitual do relvado, começando aberto à direita no trio atrás do avançado, ao lado de Gakpo e do ex-AC Milan Reijnders.

Uma solução que alterou o equilíbrio ofensivo da equipa e obrigou Koop a interpretar o jogo de forma diferente do habitual. O jogador, que nos últimos anos tem atuado como médio interior, organizador mais adiantado ou até em posições mais recuadas, explicou assim a tarefa que lhe foi atribuída pelo selecionador: "A ideia era começar como falso extremo direito para depois aparecer no meio-campo, funcionando como uma espécie de segundo médio ofensivo".
Uma dinâmica que parece tê-lo deixado confortável: "O sistema em que jogámos hoje favorece-me".
Koopmeiners deixou, no entanto, claro qual é o limite tático a partir do qual a função perderia eficácia: "Se me colocassem mesmo encostado à linha lateral, com giz nos pitons... aí, isso já não seria para mim".
A sua disponibilidade depende sempre da liberdade de movimentos: "Mas quando há muita dinâmica, posso ser valioso".
