Lewandowski após fracasso da Polónia: "Não consigo fazer declarações"

Lewandowski não consegue apurar Polónia para o Mundial
Lewandowski não consegue apurar Polónia para o MundialREUTERS

O capitão da seleção polaca, Robert Lewandowski, após a derrota frente à Suécia por 3-2 na final do play-off de acesso ao Mundial, sublinhou que, para já, não consegue fazer qualquer declaração sobre a continuidade na equipa nacional.

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Pouco depois do apito final em Estocolmo, surgiu uma fotografia de Lewandowski sozinho, a segurar a braçadeira de capitão. A publicação não foi acompanhada de qualquer texto, apenas de uma música de fundo: "Time to say goodbye", interpretada por Sarah Brightman e Andrea Bocelli.

Em declarações à TVP, um Lewandowski visivelmente abatido, de 37 anos, explicou que não se tratou de nenhuma declaração da sua parte, mas sim de uma forma de agradecer aos adeptos pelo apoio à seleção.

Questionado diretamente sobre o seu futuro na seleção polaca, respondeu: "Não sei, tenho de pensar em algumas coisas, não consigo fazer quaisquer declarações. Vou regressar ao clube, tenho ainda alguns jogos para disputar, quero terminar a época. Preciso de ponderar o que fazer a seguir".

O jogo de terça-feira foi a sua 165.ª internacionalização pela seleção. Marcou 89 golos ao serviço da Polónia. Frente à Suécia, envergou a braçadeira de capitão pela 100.ª vez.

Os polacos recuperaram por duas vezes da desvantagem, mas, já perto do fim, sofreram o golo decisivo, apontado pelo avançado do Arsenal de Londres, Victor Gyokeres.

"Depois de um jogo destes é difícil dizer seja o que for, porque não sei se as palavras do treinador, ou as nossas, conseguem descrever o que sentimos. O futebol pode ser cruel. Podes jogar, marcar golos, mas acabas por ficar sem nada. Estivemos perto e, na verdade, regressamos a casa de mãos vazias", destacou Lewandowski.

Mundial-2026 não será para a seleção polaca

Como admitiu, sente "dor e uma enorme desilusão".

"Esse terceiro golo no final foi o que mais custou. No relvado, sentia que – apesar de sofrermos golos – (a Suécia) era uma equipa que podíamos vencer, fosse na segunda parte ou no prolongamento. Mas aquele golo fatal deu a qualificação à Suécia", acrescentou.

Salientou que a manhã de quarta-feira será a mais difícil, pois será quando todos na equipa vão perceber que não vão ao Mundial.

"Hoje ainda estamos a reviver o jogo na cabeça e o pior sentimento será amanhã, quando acordarmos e nos questionarmos sobre o que aconteceu – esse será o momento mais triste", concluiu Lewandowski.

O selecionador Jan Urban, que, segundo uma publicação online do presidente da PZPN, Cezary Kulesza, continuará a desempenhar o cargo, afirmou na conferência de imprensa após o jogo, quando questionado sobre o futuro de Lewandowski na seleção, que "não é o momento para esse tipo de conversas".

"Certamente vamos querer saber a sua opinião, como vê o seu futuro nesta equipa. Mas não agora. Neste momento, o balneário está de luto. Um silêncio sepulcral. Perdemos um jogo que dava acesso ao Mundial. Um Mundial que se realiza de quatro em quatro anos. Nunca se sabe se ainda vais ter outra oportunidade de o jogar", observou Urban.