Martínez lança José Sá, elogia EUA e afasta críticas: "O foco é preparar o Mundial e a convocatória"

Roberto Martínez não está preocupado com as exibições neste momento
Roberto Martínez não está preocupado com as exibições neste momentoReuters

Leia abaixo as declarações do selecionador de Portugal, Roberto Martínez, na conferência de imprensa de antevisão à partida de preparação com os Estados Unidos, agendada para as 00:07 de quarta-feira, 01 de abril, em Atlanta, de preparação para o Mundial-2026. O treinador espanhol volta a falar aos meios de comunicação social esta segunda-feira à noite.

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Gestão do grupo e minutos para todos: "Estamos muito satisfeitos com o que o estágio nos está a dar. Fazer sete substituições ao intervalo num jogo da seleção é um desafio importante para mostrar a qualidade individual dentro da estrutura coletiva. Fizemos isso muito bem. Há uns aspetos importantes que temos de ajustar antes do jogo de amanhã: chegar à área com mais jogadores, afinar bem a última decisão... Mas fiquei muito satisfeito com o que deram os nossos jogadores. A experiência e o ambiente de jogar contra uma equipa da CONCACAF, num estádio num momento marcante. Tudo o que tivemos durante o jogo amigável fez com que os jogadores mostrassem personalidade e responsabilidade. Executaram o trabalho muito bem. O trabalho é continuar e melhorar a execução".

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O que trouxe Pochettino aos EUA: "O último jogo contra a Bélgica (derrota dos EUA por 2-5) teve duas partes. A primeira foi dos EUA que vinha de três jogos sem perder, uma equipa muito agressiva, com uma equipa técnica de alto nível, bem trabalhada do ponto de vista posicional e entre linhas, com jogadores como o Pulisic e o McKennie. Aquela segunda parte acontece, é março, aparecem os espaços, a Bélgica foi muito eficaz, mas o resultado não mostra o que os EUA são como equipa. Esperamos uma reação, uma equipa que possa competir por 90 minutos como fez durante 45 minutos (contra a Bélgica)".

Antigo selecionador do México disse que Portugal não chega aos quartos de final: "Respeitamos as opiniões. Estamos focados em utilizar o estágio da melhor forma possível. Não é fácil vir aos EUA ou ao México utilizar tudo o que podemos para apalpar terreno antes de junho. O nosso foco não é ganhar aos EUA ou ao México, mas sim preparar o Mundial e a escolha final de jogadores. Queremos ganhar os jogos como consequência, mas não é o foco".

Estágio determinante para a convocatória final: "Os jogadores devem ter orgulho por estar aqui, seja para entrar no Mundial ou só por vestir a camisola da seleção. E também profissionalismo porque os jogadores sabem que é difícil estar na convocatória final, mas todos adoram estar aqui e mostrar as valências individuais. Percebem que a decisão final não é só o que o jogador quer fazer, mas o aspeto tático que precisamos de ter também dentro do balneário para executar os nossos conceitos. Há muita competitividade para entrar na lista. Mas os jogadores gostam, vimos Samu Costa ou Mateus Fernandes a serem bem-vindos para mostrar o que fazem nos clubes".

Análise aos dados da altitude e minutos para Ricardo Horta, Mateus Fernandes e Pote: "Ganhámos muita, muita informação. Agora estamos preparados se tivermos que jogar em altitude num torneio como o Mundial em que há dois ou três dias de preparação. O Gonçalo Guedes levou uma pancada durante o jogo, vamos avaliar e tomamos uma decisão. O Pote está a recuperar bem, ainda não está a 100% e tomamos uma decisão depois do treino. O resto dos jogadores está apto. Sobre o Mateus Fernandes, a chamada é já um mérito incrível pelo que está a fazer nos últimos 20 meses no clube. É por isso que está aqui. Está a treinar bem, a crescer, passo a passo vamos ver".

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Histórico negativo com os EUA: "É um bom momento. Estamos em Atlanta, as condições que a Federação de Futebol dos EUA está a construir e o trabalho que estão a fazer na formação mostra o foco importante que há no futebol nos EUA. Respeitamos muito o treinador, que é de alto nível, uma equipa que consegue jogar com bola e os aspetos dos jogos da CONCACAF: pressão muito alta, duelos de um para um. É um jogo interessante para nós, com aspetos táticos diferentes, mas respeitamos muito o que os EUA estão a fazer".

Será um onze titular muito diferente: "Podemos fazer 11 substituições, queremos continuar a gerir os minutos. O José Sá vai estar na baliza e vamos tentar utilizar o máximo de jogadores que temos".

Tantas substituições dificultam a gestão: "Não diria que é difícil, mas complexo. O futebol está a mexer, neste momento há cinco substituições, isso não acontecia. Agora é normal num jogo de preparação fazer 10 ou 11 substituições. O que é importante é a clareza e a preparação. A pausa para hidratação também mudou muito o futebol, estamos a falar de desportos como o basquetebol e o futsal que têm pausa técnica para falar de aspetos táticos. Agora estamos a viver um momento incrível no futebol porque mexe totalmente como gerimos os jogadores. Já disse muitas vezes que o 11 inicial é importante, mas não é essencial para ganhar jogos. Há um 11 inicial e outro que acaba o jogo, precisamos de utilizar isso nestes jogos amigáveis para ajustar os jogadores para que aproveitem estes novos momentos do futebol moderno".

Testar novas regras: "Já queremos testar isso tudo. A ideia da FIFA é tornar o jogo mais dinâmico, com menos pausas, por isso precisamos de aprender o mais rápido possível. Queremos poupar tempo de preparação de junho agora em março para aprendermos tudo isso, não só o que acontece no relvado, mas à volta do Mundial".

Jogadores preocupados com possíveis lesões: "Gerimos isso com naturalidade, porque é o que acontece quando há um Mundial. É um momento-chave na carreira de um jogador, que não pode mudar os hábitos, intensidade e foco no dia-a-dia. Há que tentar utilizar a experiência dos jogadores mais experientes do balneário e focar no dia-a-dia. Os nossos jogadores têm experiência nisso".