Ministro do desporto de Itália com forte ataque à federação: "O futebol italiano precisa de ser refundado"

Andrea Abodi critica o presidente da FIGC, Gabriele Gravina
Andrea Abodi critica o presidente da FIGC, Gabriele GravinaPAOLO BRUNO / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

Andrea Abodi, ministro do Desporto italiano, exige uma mudança profunda após os maus resultados, apela à assunção de responsabilidades e não exclui medidas extraordinárias para relançar o sistema.

"É claro para todos que o futebol italiano precisa de ser refundado e que este processo deve começar por uma renovação da liderança da FIGC", afirmou o ministro do Desporto, Andrea Abodi, em comunicado.

"O Governo demonstrou de forma concreta, nestes anos, o seu compromisso com todo o movimento desportivo italiano, considero objetivamente incorreto tentar negar as próprias responsabilidades pela terceira ausência consecutiva no Mundial, acusando as Instituições de uma suposta omissão e desvalorizando a importância e o profissionalismo de outros desportos", acrescentou.

Comissariado

"Comissariar a FIGC? Ao falar com Buonfiglio, renovei o convite para avaliar todas as soluções técnicas compatíveis, pois podem existir as condições", admitiu Abodi.

"Quando falhas o apuramento para o Mundial por três edições, é uma derrota. Hoje não é um dia normal. Não chega passar as culpas dizendo que se esperava mais das instituições", acrescentou.

"Espero uma resposta mais assertiva da FIGC e recordo que já houve gestos de dignidade no passado, Abete demitiu-se após a fase de grupos falhada no Brasil e o saudoso Tavecchio fez o mesmo depois do playoff com a Suécia", recordou.

Sobre a possibilidade de Malagò ser comissário, concluiu: "Ainda não é tempo de nomes e é preciso analisar todo o percurso dos últimos vinte anos, que nos deixou muitas experiências negativas. O que temos de fazer é não voltar a errar".