Recorde as incidências da partida
Independentemente dos 11 que entrarem em campo na estreia, no próximo sábado, a pressão sobre a bola, como foi vista no último particular antes do Mundial, deve ser uma das marcas da equipa.
“Durante 60 minutos foi um jogo muito bom, tanto no nível defensivo quanto no ofensivo. Pressionamos alto, jogamos com intensidade e respeitamos o plano de jogo", disse Ancelotti.

Em termos táticos — e o conceito europeu costuma diferir do brasileiro —, quando Ancelotti afirma que a sua equipa atua em 4-4-2, refere-se principalmente ao comportamento sem a bola, na fase defensiva. Ao contrário dos particulares contra França e Croácia, o Brasil deve disputar o Mundial com um meio-campo mais povoado. Ancelotti, portanto, parece ter revisto algumas das suas convicções. O jogo contra o Egito, como o treinador ressaltou, reforçou a percepção de que a equipa está no caminho certo.
Uma base cada vez mais definida
Em relação aos nomes, Ancelotti também indicou quem deve formar a espinha dorsal da equipa. Gabriel Magalhães e Marquinhos, por exemplo, seguem absolutos no centro da defesa. “São indiscutíveis”, afirmou.
Embora Casemiro e Bruno Guimarães também tenham lugar assegurado entre os titulares, algumas dúvidas permanecem abertas em outros setores do campo. Matheus Cunha ou Igor Thiago parece ser uma delas.

Ao mesmo tempo, o treinador fez questão de elogiar a parceria entre dois avançados do Brasil.
“Vinicius e Raphinha funcionaram muito bem, porque combinaram bem. Tivemos oportunidades a partir dessas posições. A partida dos dois foi muito boa”, afirmou.
Banco pode decidir o Mundial
Apesar de já ter definido a equipa para a estreia, tudo indica que o banco de suplentes terá papel fundamental na campanha brasileira. Seja pelo desgaste acumulado ao longo da temporada europeia, seja pelas condições climáticas do verão norte-americano, as substituições devem ganhar ainda maior peso durante o torneio.
“Os recursos no banco são muito, muito importantes. Temos que aproveitar isso sem nenhum tipo de dúvidas”, afirmou o treinador.
“As cinco mudanças que podemos fazer vão ajudar muito a equipa", acrescentou.
Nesse contexto, Endrick voltou a chamar a atenção. Autor do golo da vitória diante do Egito, o atacante recebeu elogios de Ancelotti, que destacou a sua capacidade de aparecer bem posicionado na área e decidir partidas, mesmo entrando ao longo do jogo. Para o treinador, o jovem oferece características diferentes das de Matheus Cunha, ampliando as possibilidades ofensivas da seleção brasileira.

“O Endrick tem essa qualidade. É muito potente, está bem posicionado na área e marcou um golo importante para nós”, disse. “Todos os jogadores são importantes, mas com características diferentes", acrescentou.
A exibição do camisola 19 reforçou uma das ideias centrais defendidas por Ancelotti após a partida: num Campeonato do Mundo, os jogadores que saem do banco podem ser tão decisivos quanto os titulares. O treinador também citou Rayan como uma opção capaz de mudar jogos, mesmo sem ter atuado contra o Egito.
Apesar do semblante mais preocupado ao comentar a lesão de Wesley, Ancelotti procurou transmitir confiança. Não há mais particulares, nem espaço para testes. O próximo compromisso será a estreia contra Marrocos, que tende a ser o adversário mais difícil do grupo.
