Pela primeira vez, a competição está a ser alargada: a FIFA decidiu tornar o evento do próximo ano num torneio com 48 equipas em vez das tradicionais 32. Além disso, uma ronda extra fará com que o torneio tenha uma duração recorde de 39 dias.
E não é só isso: pela primeira vez na história, o torneio será disputado em três países: Estados Unidos, México e Canadá.
A Argentina, atual campeã, continua a ser uma das favoritas, naquela que pode ser a despedida de Lionel Messi da seleção albiceleste. Ao mesmo tempo, a nova geração de ouro da Espanha, que venceu o Europeu, também promete ser um adversário a ter em conta.
Portugal, campeão da Liga das Nações 2025, também já mostrou potencial para ser candidato, apesar de não ter convencido nos últimos amigáveis. Esta prova vai marcar o adeus previsível de Cristiano Ronaldo ao palco dos Mundiais, numa campanha que os portugueses esperam que seja de consagração para o capitão da seleção nacional.
A Inglaterra venceu todos os seus jogos sem sofrer qualquer golo, enquanto a França, a Alemanha e os Países Baixos apostam na experiência para evitar uma eliminação precoce.
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Quatro equipas fazem a sua estreia no Mundial
Além disso, há países que participarão no torneio pela primeira vez.
O empate sem golos de Curaçau contra a Jamaica garantiu a sua qualificação, tornando-a a mais pequena nação - com uma população de 150.000 habitantes - a disputar o Campeonato do Mundo. A equipa é treinada por Dick Advocaat, que, aos 78 anos, será o treinador mais velho da história do torneio.
Cabo Verde, Jordânia e Uzbequistão também se estreiam nesta grande festa do futebol, mas quem são os outsiders?
São as equipas que podem surpreender se forem sorteadas num grupo que lhes facilite a passagem à fase a eliminar.
A campanha impressionante da Noruega
A espetacular campanha de qualificação da Noruega não passou despercebida, mas não recebeu o reconhecimento que merece.
Num grupo que também incluía a Itália, que perdeu por 4-1 com os noruegueses, Erling Haaland e companhia arrasaram todos os adversários e a Noruega garantiu o apuramento para o torneio pela primeira vez em 28 anos.

Tal como a Inglaterra, a Noruega venceu os oito jogos que disputou, mas os 37 golos marcados foram, de longe, o melhor registo de qualquer seleção na qualificação europeia.
Haaland também merece uma menção especial, pois os seus 16 golos nesses oito jogos foram o melhor registo de qualquer jogador na qualificação para o Mundial em qualquer continente. No entanto, a equipa norueguesa não depende apenas de uma figura.
Alexander Sorloth e Jorgen Strand Larsen são outros avançados que, num dia bom, podem ser tão perigosos quanto Haaland.
Com Antonio Nusa, a Noruega tem um dos jovens mais promissores do futebol mundial, e com Oscar Bobb, pode ser um pesadelo para qualquer defesa.
Se também não sofrerem lesões, grande parte do potencial ofensivo da equipa de Stale Solbakken depende da criatividade e da liderança de Martin Odegaard.
O jogador do Arsenal tem sido fundamental para impulsionar a equipa norueguesa. Além disso, com Julian Ryerson e Kristoffer Ajer na defesa e Sander Berge no meio-campo, há qualidade em todo o plantel.
Equador pode ser a surpresa
O Brasil certamente respirou de alívio com o alargamento da qualificação sul-americana, já que o quinto lugar sob o comando de Carlo Ancelotti talvez não fosse suficiente noutros formatos.
A seleção canarinha precisará de grandes exibições de jogadores como Vinicius Junior, Estêvão e outros se quiser ser considerada uma verdadeira candidata ao título.
Equador e Colômbia terminaram à frente do Brasil, embora também tenham feito campanhas discretas na qualificação.
Considerando que o Equador conta com Moisés Caicedo, talvez o melhor médio defensivo do mundo, e uma defesa sólida formada por Piero Hincapié, Willian Pacho e Joel Ordóñez, não é de surpreender que a seleção tenha sofrido apenas cinco golos em 18 partidas da qualificação.
Apesar de não ser uma seleção que marca muitos golos, será extremamente difícil de bater, e quem a subestimar poderá ter uma surpresa.
Colômbia mistura experiência e Uruguai mostra solidez
A Colômbia ficou apenas um ponto atrás do Equador, mas marcou exatamente o dobro dos golos do adversário, 14 no total.
No ataque, a equipa tem jogadores com experiência em Mundiais - James Rodriguez é a principal referência - e outros que estão em grande forma, apesar de nunca terem jogado no torneio.
Luis Díaz, por exemplo, pode incomodar qualquer defesa, enquanto Jhon Durán, Jhon Arias e Luís Suárez podem dar que falar no ataque cafetero.
O Uruguai também pode surpreender sob o comando de Marcelo Bielsa, que, aos 70 anos, provavelmente viverá a sua última experiência em Mundiais.
A campanha do Uruguai tem sido inconsistente, mas o país terminou com os mesmos 28 pontos de Colômbia, Brasil e Paraguai.
Com Ronald Araújo, José María Giménez, Manuel Ugarte e Giorgian de Arrascaeta, a equipa tem uma das bases mais fortes do torneio.
Só o tempo dirá se alguma destas equipas tem o que é preciso para desafiar os favoritos, mas este será certamente um Mundial cheio de expectativas.
