Recorde aqui as incidências do encontro
A pequena nação insular já entrou para o livro dos recordes do Campeonato do Mundo antes mesmo do início do torneio de 2026. Cabo Verde é oficialmente o mais pequeno país em extensão territorial, e o segundo menos populoso, a conseguir o apuramento para um Mundial, e a verdade é que os Tubarões Azuis começaram com o pé direito no Estádio do Restelo, em Lisboa - um palco muito especial dada a enorme e fervorosa comunidade cabo-verdiana a viver em Portugal, que promete seguir a equipa com enorme expectativa.

Logo aos 11 minutos, a tenacidade do capitão Ryan Mendes pelo flanco direito causou o pânico na linha defensiva da Sérvia e o seu cruzamento rasteiro encontrou Kevin Pina, que só teve de encostar para o fundo das redes, assinando o seu primeiro golo internacional desde janeiro de 2024. A formação orientada por Veljko Paunovic sentiu imensas dificuldades para reagir a este rude golpe antes do descanso, fechando a primeira parte sem conseguir fazer um único remate enquadrado à baliza, num ambiente de calor sufocante na capital portuguesa.
Ambos os selecionadores operaram uma autêntica revolução nas equipas antes do reatamento, e três das caras novas lançadas por Bubista combinaram entre si para ditar o rumo do encontro, com dois golos de rajada à passagem da hora de jogo. Primeiro, Hélio Varela manteve a frieza necessária para servir Laros Duarte, que se estreou a marcar pela seleção após um contra-ataque supersónico.
Logo a seguir, o próprio Laros Duarte vestiu a capa de assistente, fazendo um cruzamento atrasado para o desvio certeiro de Benchimol. Este duplo golpe num curto espaço de tempo retirou toda a agressividade ao jogo, permitindo a Cabo Verde gerir o ritmo e carimbar a sua primeira vitória nos 90 minutos regulamentares dos últimos cinco encontros.
Um triunfo que surge no momento ideal para o conjunto liderado por Bubista ganhar moral antes de defrontar a Bermuda, já nos Estados Unidos, no último duelo de preparação antes da estreia histórica no Grupo H, frente à poderosa Espanha. Por outro lado, esta derrota pesada cai como um balde de água fria para a Sérvia, que, além de ter falhado a fase final do torneio, somou o terceiro desaire consecutivos fora de portas sem conseguir faturar.

