Mundial-2026: Colômbia, adversária de Portugal, não conseguiu superar os testes amigáveis

James Rodriguez contra a França
James Rodriguez contra a FrançaHANNAH FOSLIEN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Duas derrotas em dois jogos no mês de março causam dúvidas na seleção colombiana, que irá defrontar Portugal na fase de grupos do Mundial-2026.

Néstor Lorenzo está mais uma vez no olho do furacão. A Colômbia não teve um desempenho tão bom quanto o esperado. É uma questão que se arrasta há vários meses: a qualificação para o Mundial-2026, conseguida nas duas últimas jornadas ao vencer a Bolívia e a Venezuela, ofuscou uma realidade que voltou a atingir a equipa colombiana nos jogos contra a Croácia (2-1) e a França (1-3). O jogo apresenta falhas. A defesa não se ajusta. Os avançados são indulgentes. Os erros vistos na qualificação estão de volta, como fantasmas, a menos de três meses do Mundial-2026.

Dúvidas e preocupações

A realidade da Colômbia é preocupante em todas as áreas do jogo: na defesa, os colombianos parecem moles. Sofreu golos em lances de bola parada, em contra-ataques, depois de perder a bola a sair a jogar. Na baliza, tanto Camilo Vargas como Álvaro Montero cometeram erros. No meio-campo, James Rodríguez é alvo de muitas críticas, e com razão.

O antigo jogador do Real Madrid está longe de estar no seu melhor: não completou nenhum dos dois jogos. Não contribuiu no ataque, nem mesmo nas bolas paradas, um ponto forte na era Lorenzo, e também não cumpriu na defesa, deixando Lerma sozinho na marcação com um Richard Rios que também suscita dúvidas.

No ataque, os problemas foram os mesmos em ambos os jogos.

Luis Díaz esteve no seu melhor. Jhon Arias, quando pôde, apareceu. Nem Luis Suárez, que tem estado em grande forma em Portugal com o Sporting, nem Jhon Córdoba, geraram o perigo necessário para fazer um bom jogo.

Forma da Colômbia
Forma da ColômbiaFlashscore

Contra a França, em especial, a Colômbia teve um desempenho ofensivo fraco. Os franceses foram sólidos na defesa, mesmo com a sua segunda equipa. Lacroix, defesa do Crystal Palace e companheiro de Daniel Munoz, cortou tudo. Lucas Hernández, suplente do PSG, acompanhou-o na defesa. Digne na lateral esquerda, Kalulu na lateral direita.

Dificuldades na criação

Para além dos resultados, a Colômbia tem tido um enorme problema no que toca à criação de jogo. As equipas escolhem um sistema. Jogar direto. Pressionar. Contra-ataque. Futebol total. Nos dois últimos jogos, não houve qualquer indício de uma ideia, de um sistema.

A Colômbia nem sequer teve bola contra a França. Nem incomodou os defesas franceses com uma pressão alta.

No plano tático, os tricolores não conseguiram incomodar os franceses. O golo de Campaz foi fruto da desconexão de uma equipa que tinha uma vantagem de três golos.

As notas dos jogadores
As notas dos jogadoresFlashscore

Aliás, em mais dois contra-ataques, os franceses quase marcaram duas vezes. A Colômbia fez cinco remates à baliza e marcou um. A França fez cinco e marcou três.

Nomes importantes de baixa

Para além do sistema, que não tem funcionado, a Colômbia tem tido vários jogadores importantes em baixo de forma. James Rodríguez não foi o único membro da equipa a falhar os últimos dois jogos.

Daniel Muñoz, fundamental na Copa América, esteve envolvido em dois dos três golos contra a França. Camilo Vargas e Montero não têm sido convincentes.

Calendário da Colômbia
Calendário da ColômbiaFlashscore

Cabal cometeu um erro no início contra a França, uma equipa que não precisa de criar grandes oportunidades para definir os jogos.

O tempo está a esgotar-se. A situação da seleção colombiana não está a melhorar. O próximo teste, o último antes do Mundial-2026, serão os jogos contra a Costa Rica e outro amigável contra a Jordânia. A partir daí, o tricolor viajará para a América do Norte, um lugar onde, sem dúvida, este tipo de erros terá o seu preço. 

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