Mundial-2026: Colômbia quer confirmar bom momento diante da Suíça

Os colombianos frente ao Gana a 3 de julho.
Os colombianos frente ao Gana a 3 de julho.REUTERS/Siphiwe Sibeko

À medida que se aproxima o seu terceiro oitavo de final num Mundial, os colombianos vão-se afirmando gradualmente como possíveis candidatos ao título a 19 de julho no New York New Jersey Stadium. Conseguirá a Suíça travar o seu avanço?

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"Eu não gostaria de jogar contra a Colômbia", afirmou o inglês Gary Lineker um pouco mais cedo na competição. Outra figura deste Mundial, ainda mais relevante, também elogiou o grupo liderado por James Rodriguez. Trata-se de Luis de la Fuente. 

O selecionador espanhol vê os Cafeteros entre os favoritos à conquista do troféu. Esta opinião foi expressa no final da fase de grupos, mas é de supor que não tenha mudado desde então. 

Esta terça-feira, a Colômbia de Luis Diaz defronta a Suíça nos oitavos de final, um duelo que parece ao seu alcance, ainda para mais quando o caminho parece relativamente desimpedido. Com um possível encontro nos quartos de final frente à Argentina, a seleção sul-americana vai avançando com tranquilidade no quadro competitivo. E antes do seu terceiro oitavo de final de Mundial da história, os colombianos orientados pelo argentino Nestor Lorenzo, tudo parece correr de feição. 

Apenas um golo sofrido desde o apito inicial a 11 de junho – foi no primeiro jogo frente ao Uzbequistão –, o coletivo colombiano apresenta argumentos sólidos para se afirmar como um outsider muito sério. Tal como a Noruega, mas sem um goleador de referência, os Cafeteros mostraram qualidade de jogo no continente norte-americano. E, à medida que os jogos vão passando, parecem avançar com cada vez menos dúvidas sobre as suas capacidades. 

Talvez a única nota menos positiva seja a epidemia de gripe que afeta o grupo. "Há um vírus que me afetou, assim como a muitos dos meus colegas", confessou James Rodriguez após a vitória frente ao Gana na semana passada.

Uma solidez à prova de tudo?

Já passaram quatro dias desde então e isso pode ter impacto no equilíbrio de forças. Novas informações deverão surgir nas próximas horas, até ao apito inicial, mas é mais um desafio para a Colômbia, que espera poder contar com os seus melhores jogadores.

"Vários jogadores apresentaram sintomas gripais semelhantes e antecipamos que possam sentir um cansaço acrescido", afirmou Nestor Lorenzo no fim de semana. 

Um técnico em funções desde julho de 2022 e que conseguiu montar uma seleção competitiva. Isso ficou evidente na Copa América 2024, com a final perdida diante da Argentina, numa altura em que os Cafeteros não atingiam esta fase da competição desde o título em 2001. Nas qualificação para o Mundial-2026, mostraram-se muito fortes e é notório que a dinâmica positiva se mantém.

Ao terminar em primeiro lugar do seu grupo, a Colômbia criou para si uma excelente oportunidade, com um quadro relativamente acessível. O Gana e depois a Suíça, os 16 avos e os oitavos, são adversários ao alcance. A vitória frente aos Black Stars confirmou-o. E, em termos de jogo, é uma equipa que domina o seu futebol. Há muito pouca improvisação e, quando existe, é claramente intencional, como se vê em jogadores como o defesa Daniel Muñoz. Muito ativo no corredor direito, é um dos Cafeteros que mais se destaca. À esquerda, é Johan Mojica quem se evidencia, enquanto no meio-campo o jovem Gustavo Puerta (22 anos) também tem estado em destaque.

No ataque, há então Luis Diaz e James Rodriguez, acompanhados por Jhon Arias, formando um trio bastante explosivo. Verticalidade, intensidade, é disso que se precisa para vencer jogos. E a irreverência que transmitem não leva, no entanto, o seu selecionador a deixar-se levar pelo favoritismo.

"Prefiro não estar nessa posição de favorito. É uma responsabilidade, sobretudo porque ainda há excelentes equipas e percebe-se que a diferença é mínima entre as que se qualificam e as que ficam pelo caminho", sublinhou Lorenzo. Boa sorte à Nati!