Mundial-2026: De la Fuente admite que Yamal pode recuperar a tempo do jogo com Cabo Verde

De la Fuente, num treino com a Espanha
De la Fuente, num treino com a EspanhaRFEF

Luis de la Fuente falou à comunicação social na antevisão ao jogo de preparação frente ao Iraque, que servirá de teste para a Espanha antes do Mundial-2026, no qual partirá como uma das favoritas.

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O treinador quer valorizar o duelo desta quinta-feira (20:00), pois considera que os seus jogadores devem dar o máximo para ganhar ritmo antes da fase de grupos. Antes dessa estreia frente a Cabo Verde, La Roja vai defrontar o Peru, que não conseguiu atingir o objetivo de se qualificar para a grande competição.

Condição física: "Estamos satisfeitos com a atitude e a vontade dos jogadores, assim como com o estado dos lesionados, que evoluem como estava previsto. Insisto que continuamos em contacto com os clubes. Tomaremos a decisão final na véspera desse primeiro jogo, mas veremos se participam ou não".

Jogar a meio gás?: "Isso é impossível, é um jogo de preparação que tem uma importância enorme".

Titular na baliza contra o Iraque: "Queremos analisar jogo a jogo o que mais nos convém. O David (Raya) chega esta noite e não será convocado. A ideia é chegar nas melhores condições ao dia 15. Temos total e absoluta confiança nos guarda-redes que vão ao Mundial e nos que não vão. Dependerá também de como correr o encontro".

O futuro de alguns jogadores: "Não me incomoda, encaro com naturalidade porque conheço o seu profissionalismo. É melhor que se resolva algo o quanto antes; o que não se pode é estar com uma tensão que possa distrair, embora duvide porque estes futebolistas estão focados no que queremos alcançar. Confiança total neles".

"Nenhum dos três lesionados vai estar"

Rodri como capitão: "Cabe-lhe esse papel, tal como ao Unai Simón, Ferran Torres e Oyarzabal. Temos sorte em contar com capitães desse perfil. São parecidos com o Carvajal e o Morata. Ele sabe exercer essa capitania e convive bem com essa capacidade de liderança".

Semelhanças com a seleção de 2010: "Ambas são muito boas e não saberia dizer qual é melhor, mas nós ainda temos pela frente o objetivo de alcançar o feito histórico de vencer o Mundial. Quando o Vicente (Del Bosque) me conta histórias da convivência que viveu, quase que as transporto para a atualidade".

Grupo de apoio: "Não vão jogar todos, isso é certo, mas quero desde já agradecer-lhes. São jogadores com muito futuro. Não queremos que seja apenas um jogo de verão, é um jogo de preparação. Veremos o que mais nos interessa em cada momento. Permitiram-nos observar futebolistas de futuro e certamente em breve estarão connosco".

Como se sente?: "Estou feliz e entusiasmado porque vou viver algo histórico como selecionador do meu país. Todos nós demonstramos a vontade que temos de estar no local de concentração. Tenho vontade de competir".

Lamine Yamal: "Nenhum dos três lesionados vai estar. A ideia é seguir o plano previsto e parece que estará disponível no dia 15 (jogo com Cabo Verde), mas pode ser que algum dia seja necessário parar. Se chegar, isso não garante que tenha de jogar".

Guarda-redes titular no Mundial: "Sim, tenho isso claro, mas a primeira notícia é dada aos jogadores. Neste momento sim, mas até ao dia 15 pode acontecer muita coisa. E quase diria que também a equipa (para a estreia). Fiquem tranquilos, será um grande guarda-redes".

"Há seleções com hipóteses reais de vencer, como Portugal"

Derrota na final de Liga dos Campeões de Merino, Raya e Zubimendi: "Gostava de ter perdido 15 Champions na minha carreira como jogador. Sabem o que é jogar uma final da Champions? Têm de estar orgulhosíssimos. No próximo ano podem ter outra oportunidade".

Espanha é favorita ao Mundial segundo a Inteligência Artificial (IA): "A IA parece-me fantástica e é o futuro, mas confio mais nas pessoas. Dou mais valor ao que possam dizer os profissionais e os meios de comunicação. Não tem mais importância do que o reconhecimento, que valorizamos por tudo o que foi feito até agora. É histórico porque há mais seleções com reais hipóteses de vencer. França, Portugal, Inglaterra, Alemanha, Senegal, Marrocos... É um Mundial muito difícil. Que companheiros de viagem temos".

Como gere os amigáveis?: "Não antecipemos acontecimentos. Todos somos desportistas. Todos e todas têm corpos maravilhosos e sabem o que é o desporto. No futebol há risco. A amistosidade não existe porque queremos que marque a preparação para o dia 15. Não se pode jogar sem meter o pé, sem fazer um sprint ou sem saltar. Quem pensa assim está enganado quanto ao desporto. Isso não é futebol".

Marc Bernal: "Estamos muito satisfeitos com todos os que nos têm ajudado. Ao conviver com eles é que se percebe a essência do futebolista. Fez uma época extraordinária e tem um futuro brilhante. Se continuar a trabalhar e mantiver essa linha, poderá chegar longe. E isso seria uma excelente notícia para ele, para o seu clube e para nós".

Chegada faseada dos jogadores: "Temos um protocolo por uma questão de educação. Esperamos por eles e damos-lhes as boas-vindas para quebrar o gelo e para que se soltem, já que a dinâmica da seleção é diferente da dos seus clubes. Os novos são mais tímidos e às vezes nem olham nos olhos. A ideia é dar normalidade. Temos de acelerar todos os processos. Queremos que todos se sintam confortáveis e em casa desde o primeiro momento".