Mundial-2026: Depois do presidente, também Buffon deixa a Federação Italiana de Futebol

Gianluigi Buffon também se demitiu
Gianluigi Buffon também se demitiuALESSIO MORGESE / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

Após a demissão do presidente Gravina, também Gianluigi Buffon encerra a sua experiência como chefe de delegação dos azzurri. Uma decisão tomada depois da derrota na Bósnia e ligada à vontade de dar total liberdade ao novo rumo federativo.

Inicia-se uma fase totalmente nova para o futebol italiano, marcada por uma dupla saída que comprova a profundidade da mudança em curso na Federação Italiana de Futebol (FIGC). Depois da demissão de Gabriele Gravina da presidência da FIGC, surge também a decisão de Gianluigi Buffon, que abandona o cargo de chefe de delegação da seleção nacional.

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O antigo guarda-redes dos azzurri recorreu às redes sociais para se despedir, explicando o significado da decisão tomada após a derrota frente à Bósnia.

Leia a mensagem na íntegra:

Apresentar a minha demissão um minuto depois do final do jogo contra a Bósnia era um gesto urgente, que me vinha do fundo da alma. Espontâneo como as lágrimas e aquela dor no coração que sei partilhar convosco. Pediram-me para esperar, para que todos pudessem refletir devidamente. Agora que o Presidente Gravina decidiu dar um passo atrás, sinto-me livre para fazer aquilo que considero um ato de responsabilidade, porque, mesmo acreditando sinceramente que construímos muito em termos de espírito e de grupo com o Rino Gattuso e todos os colaboradores, no pouco tempo disponível para a Seleção, o principal objetivo era levar a Itália de volta ao Mundial. E não o conseguimos.

 É justo deixar a quem vier depois a liberdade de escolher a pessoa que considerar mais adequada para ocupar o meu lugar. Representar a seleção é para mim uma honra e uma paixão que me consome desde criança. Procurei desempenhar a minha função com toda a energia, olhando para todos os setores para ser elo de ligação, de diálogo e de sinergia entre os vários escalões jovens, tentando estruturar, juntamente com os diferentes responsáveis, um projeto que, começando nos mais jovens, chegue até à seleção sub-21.

Tudo isto para repensar a forma como se formam os talentos da futura Seleção principal. Pedi e consegui a integração de algumas figuras importantes, de grande experiência, que, juntamente com as competências já existentes, estão a dar vida a estas mudanças necessárias com uma visão a médio e longo prazo. Faço-o porque acredito numa política de meritocracia e especialização das funções. Caberá a quem de direito avaliar o mérito destas escolhas. Levo tudo no coração, com gratidão pelo privilégio e pelo ensinamento que, mesmo neste desfecho doloroso, esta experiência intensa me deixa.

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