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A França apresentou-se sonolenta na primeira parte e teve sorte em não ficar em desvantagem, com Nico Jackson e Ismaila Sarr a desperdiçarem boas oportunidades para adiantar o Senegal, mantendo o jogo sem golos ao intervalo. Mas a equipa reanimou-se na segunda parte, com Kylian Mbappé a bisar.
Deschamps reconheceu que cometeram muitos erros no jogo de estreia do Grupo I, em Nova Jérsia, mas acrescentou que ficou satisfeito com a organização da equipa e com as opções que tomou. Destacou em particular a decisão de lançar o suplente Bradley Barcola, que marcou o segundo golo da França aos 82 minutos, e de alterar a posição de Michael Olise para um papel mais criativo na segunda parte.
"Sou franco com os meus jogadores. Não fizemos uma boa primeira parte, podíamos ter feito melhor em muitos aspetos. Não grito, mas dou o meu recado, eles têm de tomar as decisões certas", afirmou Deschamps.

Deschamps elogiou Mbappé, cujos dois golos o tornaram o melhor marcador de sempre da seleção francesa.
"Vão continuar a criticá-lo, mas ele é um jogador icónico, sempre o disse. Com uma só jogada é capaz de desequilibrar e levar a sua equipa à vitória", afirmou.
Deschamps rejeitou as críticas de que Mbappé não contribui o suficiente na defesa.
"Ele não está aqui para defender. Se quiser passar ao lado da primeira parte e marcar dois golos na segunda, por mim está tudo bem", defendeu.
O jogo ajudou a dissipar a nuvem que pairava sobre a França desde 2002, quando, então campeã em título, perdeu com o Senegal no jogo de estreia e nunca recuperou o seu fulgor, caindo na fase de grupos.
A França vai defrontar o Iraque a seguir, antes de fechar a sua campanha na fase de grupos frente à Noruega.
